INAUGURAÇÃO DA SEDE DA TURMA


Copa e Sala de Estar

No último dia 2 de agosto, foi inaugurada a Sede da Turma 57-BQ / Aspirantes 62, em confortável sala alugada no Edifício do Clube Militar, no Centro do Rio de Janeiro. Compareceram ao evento – um animado coquetel – vinte e dois companheiros, atendendo a convite de seus patrocinadores: Luís Mauro (locatário), Brasil e João Carlos (fiadores).


Ambiente de trabalho de O Con*dor

A Sede destina-se à produção de O Con*dor, ao abrigo do acervo histórico e a apoiar os integrantes da Turma que venham ao Centro da Cidade, ou aqueles que, vindos de outros Estados, necessitem de serviços de escritório, ou mesmo de "bater um papo", fazer a barba, tomar um banho... Ou, quem sabe, simplesmente, um uísque.Ou almoçar no Clube Militar ou jantar em um dos diversos restaurantes das proximidades.


Mesas de trabalho da Representação

As despesas com aluguel e condomínio estão sendo cobertas por contribuições voluntárias. O mobiliário e os equipamentos de informática e escritório foram cedidos por alguns integrantes da Turma, a título de empréstimo. As despesas operacionais (salário de um funcionário, telefone, limpeza e material de expediente) é que necessitam do reforço das contribuições, as quais não se confundem com a anuidade ou semestralidade contabilizadas no Fundo da Amizade.


O João Carlos faz um brinde após a inauguração da sala.

Mais uma vez, repetimos: essas contribuições são voluntárias e todos os Integrantes da Turma poderão freqüentar e usar a Sala, sem constrangimento, independentemente de quaisquer circunstâncias. Aqueles que desejarem contribuir para o Fundo da Sala (no bom sentido) poderão fazê-lo com o João Carlos pelo telefone (21) 2510-3948.


O Horta preferiu o vinho, o Ivan e o Clarindo, o uísque.

O "Escritório da Turma 57-BQ", como vem sendo chamada a Sede, já está em funcionamento, tendo sido palco de um ensaio das músicas que comporão o CD a ser lançado pelos artistas da Quase Perfeita. Venham conhecer a "Sede", o "Escritório" ou o apelido que vier a ser adotado (aceitam-se sugestões).

Sejam muito bem-vindos!

A REPRESENTAÇÃO


. CONVERSA DE "BUS-TEQUIM"


Os meninos...

Realmente o passeio a Itatiaia foi interessante. Primeiramente , como diria nosso querido Padrão, foi difícil achar o Hotel. Meio da mata, escuro, estrada de terra, mais para tropeiro do que para ônibus. Segundamente, como diria qualquer outro integrante da Turma, o microônibus não entrou no portão (ou seria portal?), do citado hotel (ou seria pousada?). Com a ajuda mais do que eficiente dos aviadores, fazendo aqueles sinais para orientação de estacionamento de aeronaves, o piloto do microônibus conseguiu adentrar (tinha que ter um adentrar).

Esperava-nos, graças aos rogos do Montero e do Campão, que chegaram antes, um jantar lauto e absolutamente sem gosto nenhum. O gerente não nos queria esperar para o jantar. A cozinha do hotel conseguiu fazer com que arroz, feijão, carne, farofa, macarrão e sobremesas tivessem, exatamente, o mesmo paladar. Isto é: gosto nenhum. Mas, tudo bem, a Turma não se abate por pequeninas coisas... Durante o jantar houve uma homenagem, com presente e tudo, para o Fullmann, pelo seu aniversário. Nosso querido Fullmann, ao agradecer, com palavras sublimes e cheias de amor pra dar, disse do quanto estava feliz e remoçado por se ter casado de novo: "e com uma moça com a metade da idade de vocês". Nós, homens, seus companheiros de longas jornadas, desejamos-lhe todo o vigor em sua jornada longa. As mulheres – uma pausa sentida – como definirei o que elas sentiram??? Elas adoraram... Até elegeram o Fullmann "o homem mais querido da Turma"... Mas, brincadeiras à parte, desejamos de coração toda a felicidade ao Fullmann e à sua esposa.


...e as meninas, em Itatiaia...

Como sempre acontece em todos os passeios, o ponto alto foi o papo e as piadas contadas dentro do ônibus. O Zilson e Dona Zilsa animaram a Turma com histórias da FAB, e foi tudo ótimo. Por falar em Dona Zilsa, uma explicação: como estou esquecendo de "quase tudo", ou chamo todo mundo de "santa", ou arrumo outro jeito. Assim sendo, a mulher do Zilson passou a ser Dona Zilsa, a do Moreira, Dona Moreira etc. A mulher do Chatuba passou a ser dona Francisca, porque estava com uma blusa linda estampada com o nome de São Francisco.


...aprovitam a beleza da paiagem..

Mas, ainda, por falar em Zilson e Dona Zilsa, e em ponto alto, fomos visitar o mirante de Itatiaia. Subimos pela tal estradinha noventa e oito horas e meia e, quando chegamos, tome de tirar fotos. Foi aí que o Zilson falou a frase que ficará indelevelmente gravada em nossos corações. Lá em cima, olhando para o vale que se descortinava aos nossos pés (gostaram da imagem?), ele, Zilson , "o sublime", com todo o amor no coração, disse para sua amada e santa esposa, dona Zilsa: "Meu amor, queria tirar de você uma foto diferente. Você voando!..." Não foi divino?????? Se vocês quiserem saber a resposta dada pela santa Dona Zilsa, eu a tenho gravada... Por falar em gravação, vamos aos meus guardados e gravados no microônibus: Passamos sexta, sábado e domingo no parque, com uma incursão a Penedo que, diga-se de passagem, é uma maravilha.


...e a tranqüilidade do Hotel...

Presenças mais notórias: Furtado, Brasil, Zilson e esposa (quebrei o galho, dona Zilsa), Seixas e esposa, Zé Nelson e esposa, Bené e esposa, Ivan e esposa, Moreira e esposa, Maurício e esposa (Dona Francisca), Cardoso e esposa, Montero e espo-sa, Campos e esposa, Dárcio e esposa, Full-mann e esposa. Dona Zilsa, mandando guardar o que estávamos falando, senão a gente esqueceria. Por isso eu gravei... Depois, na gravação, vem a história do Zilson tirando a foto da esposa "voando". A resposta dela... está aqui nos gravados. Ela fez um versinho mais ou menos assim: "Deixa ele (o Zilson) pensar que é gente. Quando chegar em casa vou mostrar quem ele é realmente" Não é lindo???? Ivanzinho, elogiando o chalé que ocupou. "Bené, o que tinha o seu chalé???" "Fui-me higienizar" (tá gravado) "e a água saiu pela boca"...


...para momentos de despreocupação e descanso.

Descobriram carrapatos nas redondezas dos chalés. O Cardoso falou que quem pegasse cinco carrapatos nas partes "pudendas", o cara ficava com o saco cinco estrelas... Olha, gente, o restante da gravação é tanta fofoca que vocês que não podem, nem imaginam. Seixas, Bené, dona Zilsa e o Cardoso - olha quero ser amigo dessa gente... Só saí do ônibus depois deles... O Seixas falando que o velho dorme pouco, urina muito, sabe tudo e esquece rápido. Aí, acordaram o Cardoso, e repetiram tudo o que Seixas havia dito... "Cardoso, dê sua opinião sobre o chalé em que você ficou." "Bem, distribuíram chalés e chulés. Eu e o Bené ficamos nos chulés"... Tudo isso foram brincadeiras para lembrar os momentos agradáveis que, mais uma vez, passamos reunidos na nossa Turma que faz parte de nossa história.

Até a próxima!

56-86, José Nelson


HISTÓRIA E TRADIÇÃO

O Museu Aeroespacial


Vista do Campo dos Afonsos, vendo-se os hangares do MUSAL

A idéia de um museu aeronáutico data de 1943, quando o então Ministro da Aeronáutica, o Dr. Salgado Filho, determinou sua organização, sendo o trabalho inicial e as posteriores tentativas interrompidos por falta de local disponível. Atendendo a Exposição de Motivos do Ministro de Aeronáutica, Ten.-Brig.-do-Ar Joelmir Campos de Araripe Macedo, o Presidente Emílio Garrastazu Médici criou o Núcleo do Museu Aeroespacial, em 31 de Julho de 1973, por meio do Decreto nº 72552. Em Janeiro de 1974, iniciaram-se os trabalhos de restauração do prédio e dos hangares (da antiga Divisão de Instrução de Vôo da Escola de Aeronáutica). Simultaneamente, iniciou-se a coleta de acervo, a restauração de aviões, motores, armas e outras peças de valor histórico. O Museu Aeroespacial foi inaugurado em 18 de Outubro de 1976. A importância dessa criação deve-se à necessidade de preservação e divulgação do material aeronáutico e dos documentos históricos para as futuras gerações.

Situado no Campo dos Afonsos, berço da aviação militar, atualmente, o Museu Aeroespacial integra o campus da Universidade da Força Aérea (UNIFA) e está subordinado, administrativamente, ao Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), desde 1986. No ano de 1999, realizou-se o ENCONTRO DAS ÁGUIAS. Em dois dias de apresentações, cerca de 25.000 pessoas visitaram as instalações do Museu Aeroespacial. Houve participação de grandes empresas e segmentos ligados à atividade aérea em geral: Força Aérea Brasileira (caças F-5 e AMX, Esquadrilha da Fumaça, Helicópteros, Aeronaves de Transporte - Hercules e Búfalo, Pára-quedistas, Aeronaves antigas, Centro Tecnológico da Aeronáutica, Academia da Força Aérea e Grupo de Comunicação e Controle), Marinha (Helicópteros), Exército (Helicópteros e Pára-quedistas), Clube Esportivo de Ultraleves, Associação Brasileira de Balonismo, Aeroclubes, Escola de Aviação, entre outras.

Este ano, 2001, em que o evento se realizará em três dias de festa, a Direção do Musal tem a certeza de contar com a presença de um número bem maior de visitantes, devido, também, à expressiva divulgação na mídia. As atividades, que receberam o nome de OUTUBRO NO MUSEU AEROESPACIAL, ocorrerão nos dias 12, 20 e 21 de outubro, mês em que se comemora, no Brasil, o Dia do Aviador (23 de outubro). Vários são os objetivos deste encontro: Divulgar as Aviações Militar, Civil e Aerodesportiva; Divulgar produtos e serviços das Empresas participantes; Proporcionar shows aéreos – demonstrações de acrobacias, balonismo, pára-quedismo, vôos de esquadrilhas – e Proporcionar LAZER, DIVERSÃO E CONHECIMENTO ao público em geral. O atual Diretor do Museu Aeroespacial é o Brigadeiro-do-Ar Márcio Bhering Cardoso, antigo Aluno 57-64, o nosso estimado companheiro Bhering, que nos convida a participar deste Encontro que ocorrerá no "Tradicional e Já Lendário Campo dos Afonsos", onde teremos, sem dúvida, a oportunidade de reviver momentos emocionantes da Aviação brasileira. Vamos comparecer e levar os nossos filhos! (Seria melhor netos?)


Encontro em Outubro no Museu Aerospacial

PROGRAMA
Dias 12 (6ª-feira), 20 (sábado) e 21 (domingo)

Abertura - 10 horas
Revoada de ultraleves
Balonismo (balão cativo)
Dia da criança (Somente dia 12)
Teatro infantil
Torre de pára-quedismo
Vôos de aviões de combate
Vôos panorâmicos
Vôo acrobáticos
Demonstrações de helicópteros
Saltos de pára-quedas
Venda de suvenires
Visita às exposições
Show musical
Encerramento - 18 horas

INFORMAÇÕES
Av. Marechal Fontenelle, 1200 – Campos dos Afonsos
21740-000 Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 3357-5213
e-mail: musal@maerj.gov.br

Fonte: Press release do MUSAL sobre o evento "Encontro em Outubro no Museu Aeroespacial"


NÓS E ELES

Um dos mais complicados problemas da Turma Quase Perfeita é identificar, com nitidez, quem somos nós e quem são eles. "Evidentemente, depende do lado de quem olha!" Apressar-se-iam a corrigir-me os profetas da objetividade (ou os amantes do óbvio ululante), a quem o Nelson Rodrigues consagrou. Mas não é assim tão fácil, pois, quando se trata de dar corpo à Quase Perfeita, muitas vezes nós somos eles, mas, simultaneamente, eles somos nós. Ao tentar desembaralhar essa maravilhosa complicação, tenho de cuidar para não cair no raciocínio cartesiano, que um amigo traduzia, com especial humor, pela fórmula: "quando não há, não há, mas quando há, há". Poderia socorrer-me de autores mais ilustres para agradar aos intelectuais e citar Pirandello — "assim é se lhe parece"... Isso porque, todas as vezes que somos eles, nos comportamos como eles, raciocinamos como eles, decidimos segundo a lógica deles, a vontade deles, os desejos deles, os projetos deles - percebemos o quanto eram maravilhosamente sonhadores, e como seria bom se eles ainda existissem, inteira e verdadeiramente, que ocupassem os nossos espaços; desfrutassem dos nossos saberes; tivessem os nossos alcances; possuíssem os nossos haveres; contassem com as nossas experiências; houvessem percorrido nossos caminhos. Ocorre, nessa Turma, a magia da dupla percepção, na qual se consubstancia a linguagem do cinema, que consiste em acreditarmos na narrativa, enquanto assistimos ao filme, sem perder em nenhum momento a consciência de que tudo aquilo que vemos não existe. A Quase Perfeita é assim. A grande curtição reside no prazeroso conflito de voltar a ser o que já não se é... Sem deixar de ser o que se é. Assim, viajamos constantemente, num ir e voltar no tempo e no espaço, como uma permanente e repetida enunciação quase caótica: Barbacena, 1957, 1958; Afonsos 1959, 1960; Aspirantado, 1962. Vitórias, derrotas, alegrias, tristezas. Princípios e fins de mundos. Conflito de saudades. Nas terceiras terças, quando nos encontramos para relembrar ou quando, extraordinariamente, nos reunimos para "trabalhar", eles se apoderam de nós, raciocinam por nós, deliberam por nós, falam por nós e nos obrigam a aceitar suas incontroláveis ânsias de continuar a existir... Rendidos, sem a mínima reação, permitimos que eles decidam tudo, enquanto bebemos, falamos, discutimos, brigamos, nos abraçamos e voltamos a brigar, jurando ser tudo em nome da fraterna união. Depois, nos dispersamos e voltamos a ser, simplesmente, nós...

Isto são horas? Não se cansam de falar das mesmas coisas? E só tinha homem, nessa reunião? Quem disse que você vai sozinho? Quem teve essa idéia maluca?

Eles!!!

57-15, Neves


NOSSA SENHORA ACHIROPITA – ANO III


Havia muita disposição na saída para a Festa de N. Sra. Achiropita.


Mas a tropa de choque para a defesa da moral e dos bons costumes já estava em forma.

Pelo terceiro ano consecutivo a Turma Quase Perfeita invadiu Sampa, com o santo objetivo de ir buscar as bênçãos generosas de Nossa Senhora Achiropita. Há quem diga que a Turma merece; há quem diga que a Turma precisa... Fomos!

No início da noite de sexta-feira, 17 de agosto, desembarcou, na porta do hotel Linson, no início da Rua Augusta, o contingente que saiu de ônibus do Rio de Janeiro, com direito a paradas para almoço, reabastecimento do bar e grande engarrafamento na Rodovia Presidente Dutra, a partir de Taubaté.

O Schneider já aguardava ansioso no saguão e mandou servir imediatamente o coquetel de boas vindas. Comemos, bebemos, falamos, rimos, quebramos copos e nada do Sucupira chegar... A maioria subiu aos quartos, tomou banho, trocou de roupa, desceu e continuou a comer, a beber, a rir, a falar, a contar histórias novas e antigas. E nada do Sucupira chegar... Preocupados, cada um sacou de seu celular e travou-se, nos céus de Sampa, uma caçada eletrônica implacável, em busca do Doutor Sucupira... Finalmente ele chegou acompanhado da esposa. Elegantes, simpáticos e sorridentes como sempre.


No coquetel: Neves, Seixas e Vilma, Ivan e Neide...


...Moraes Rego e Neide, Sucupira e Tereza...


...Dárcio, Amorim e Brasil.

Na cabeça de cada um a grande pergunta: aonde vamos? O George William acabou por nos levar a um novo e muito agradável restaurante denominado Isla de Cuba, no elegante bairro de Pinheiros, onde residem algumas das mais tradicionais famílias paulistanas, inclusive o casal Sucupira. O jantar, com música e pratos típicos cubanos, foi alegre e divertido, regado a bom vinho e com direito a fumacê... Bem, um fumacê de gente rica, queimando verdadeiros, tradicionais e caros Charutos Habana - Romeo y Julieta, nem mais, nem menos...


João Carlos e Lêda jantam com Seixas e Vilma no Isla de Cuba..


O mariachi Sucupira em dia de Buena Vista.


Depois do esforço oral, Sucupa descansa ao lado do Gerson.

No sábado, dia 18, às 10 horas o grupo seguiu, ciceroneado ainda pelo George William, para uma feira de artesanato nos arredores de Sampa, em Embu. Quem não gosta de fazer compras? Afinal, São Paulo é o paraíso do consumismo nacional. Portanto, armadas com seus poderosos cartões de créditos, as esposas, que fizeram o "sacrifício" de acompanhar seus maravilhosos maridos, vingaram-se às mancheias... Houve também as que se vingaram nos Bingos que proliferam na Augusta... Ou foram os bingos que vingaram os maridos?

Chegada a grande hora, partimos com roupas de missa para o Bexiga, onde as ruas ficam intransitáveis nas proximidades da Igreja de Nossa Senhora Achiropita. São dezenas de barraquinhas e centenas de vendedores de rua, apregoando comes e bebes e enfeites e recordações de todos os tipos, para todos os gostos e todos os bolsos... Mas é uma multidão pacífica e ordeira, gentil e alegre, participante e responsável. Nenhum incidente, nenhum acidente, nenhuma confusão, apenas muita gente e muita alegria. Seria esse o primeiro grande feito milagroso da Madonna Achiropita?

Há setenta e cinco anos esse ritual de fé e entusiasmo se repete no bairro do Bexiga, cada vez com maior participação, inclusive e especialmente a nossa. Alguns entraram, primeiro, na Igreja, onde de hora em hora o padre pede as bênçãos de Nossa Senhora para os fiéis. Outros foram diretamente para o salão dos comes e bebes, garantindo que o vinho, ali servido, já vinha com bênçãos em abundância. E assim, devotos e hereges, entramos no clima italiano da festa, comendo, bebendo, cantando e louvando a Mãe de Deus, e fartando-nos de alegria.


Luís Mauro e Bernardini felizes com o festival gastronômico.


Sucupira abraça Amorim e Fullmann (ao lado da esposa)


Outro abraço: Sucupira, Neves, Furtado e o casal Reis e Suzana


Pontes, Coelho, Maurício Ferreira e Edyr, e Ubiracy aplaudem os cantores da Paróquia.


O clima foi romântico para o casal santista Oldack de Souza.

Certamente, obedecendo a divinas recomendações, o tempo manteve-se, generosamente, agradável, sem frio, sem chuva, sem neblina – um céu de brigadeiro... Como convém à Turma Quase Perfeita. E, no meio de tanta algazarra, de tantas bandejas, de tantas garrafas, de tanta música, de tantos tenores, de tanta tarantela, de tanta generosidade daquela maravilhosa gente paulista de sangue italiano, houve quem escutasse a voz da Dona Raymonda, repetindo de quando em vez:

MANGIA, MANGIA CHE TI FÁ BENE, LUIGI!

57-15, Neves


Passeio a Embu

Embu das Artes, como é conhecida, fica a 33 km da cidade de São Paulo. No sábado, pela manhã, seguimos em nosso confortável ônibus até aquela encantadora cidadezinha. Na chegada, os homens trataram de instalar o seu PC (Posto de Comando), no Bar-Restaurante Trago Viola Bar, para permitir maior liberdade às mulheres em suas compras. Liberdade para andarem e escolherem à vontade, não liberdade para ultrapassarem os limites de cheques e cartões previamente estabelecidos.


Foi grande a animação no Trago Viola Bar, em Embu.

Embu oferece aos turistas, principalmente aos paulistanos, uma grande variedade de artesanatos, móveis coloniais e rústicos, antiguidades, porcelanas, telas de pintores e peças de escultores que nada ficam a dever às de consagrados artistas. E os preços, são módicos? Nós, os homens que estamos fazendo esta reportagem, não fomos informados a respeito pelas mulheres e nem fizemos pesquisa de mercado. Instalados em nosso PC, durante as cinco horas em que permanecemos naquela cidade, tomamos muitas cervejas, almoçamos uma chuleta deliciosa (as mulheres, também, ao final das compras) e contamos muitas piadas.


Depois das compras as esposas também foram ao Trago Viola.

Mas o astro mesmo foi o Valmor, o gerente gaúcho do Trago Viola Bar. Muito simpático e atencioso, contou inúmeras piadas inéditas para nós e ainda suportou com muita alegria as nossas gozações. Prometeu um "violeiro" na próxima visita. No encerramento da conta, ofereceu mais cervejas por cortesia. Grande Gerente, o Valmor.


A magia de Nossa Senhora Achiropita

"A cada ano, cresce o número de companheiros que comparecem à festa de Nossa Senhora de Achiropita" Esta foi a frase com que a Redação do CON*DOR, no Boletim Informativo nº 4 de Jul-Ago/2000, iniciou o artigo dedicado ao comparecimento dos companheiros da Turma Quase Perfeita ao evento naquele ano. O mesmo artigo na sua última frase concluiu: "Em 2001, esperamos que o comparecimento seja, ainda mais, expressivo".

Comentar este ano sobre o comparecimento da Quase Perfeita à mesma festa seria o mesmo que transcrever o artigo já mencionado acrescido do número de integrantes da Turma que foi maior. Por isso, pensei comigo mesmo: "Que magia N. Sra. Achiropita possui que nos aproximou ainda mais?" Para satisfazer minhas inquietações, fui procurar respostas na história desta veneradíssima santa. E lá encontrei:

Em 580 depois do nascimento de Cristo, desviada por uma forte ventania, a embarcação do capitão Maurício chegou a uma aldeia da Calábrea, na Itália. Um monge chamado Éfrem foi-lhe ao encontro e lhe disse:

"- Não foram os ventos que te conduziram para cá, mas Nossa Senhora, para que tu, quando fores Imperador, construas um templo em sua honra".

Quando se tornou Imperador, dois anos depois, Mauriício decretou a construção do Santuário. Durante a execução, foi notado que a imagem de Nossa Senhora, pintada durante o dia, desaparecia à noite. Um dia apareceu, na aldeia, uma senhora muito bela, com uma criança nos braços e pediu ao vigia permissão para entrar no Santuário. Mais tarde, ao procurá-la, ele não a encontrou, mas viu que estava pintada no fundo da parede interna, uma linda imagem de Nossa Senhora, tendo, ao colo, o menino Jesus. As imagens tinham o rosto da mulher e de sua criança. O povo, ao saber disso, acorreu ao local e, entre lágrimas e cantos, aclamava: ACHIROPITA!... (imagem não pintada pela mão do homem). Seja lenda ou história, o fato é que desde o século XII, em Rossano, Calábria, esta devoção passou a ser oficialmente celebrado no dia 15 de agosto".

Nesta procura não encontrei nenhuma magia, e sim, uma linda história ou lenda sobre N. Sra. ACHIROPITA. A verdade é que sempre procuramos um pretexto para explicar a nós mesmos a razão da nossa amizade. Quem sabe, não é mesmo um milagre de Nossa Senhora? Que N. Sra. ACHIROPITA nos proteja, abençoe e mantenha a Quase Perfeita convergindo sempre para este rumo de compreensão, harmonia e amizade.

Até a próxima!

58-258, Ivan Pereira


Paróquia de Nossa Senhora Achiropita

Existem apenas duas igrejas dedicadas a N. Sra. Achiropita, cuja história e simbolismo significa: Não pintada pela mão de homem. Uma em Rossano (Itália), que atualmente é catedral, e outra em São Paulo, construída há 75 anos no bairro de Bela Vista, conhecido como Bexiga. Quem trouxe, para nós, a devoção à Santa foram os imigrantes italianos, oriundos da Calábria. Essa devoção passou a ser oficialmente celebrada no dia 15 de agosto. Nesse mês, a cada ano, é programada a grande Festa de N. Sra. Achiropita durante todos os fins de semana (noites de sexta, sábado e domingo). A Festa se desenvolve na Cantina Madonna Achiropita, bem ao lado da Igreja, e nas ruas 13 de Maio e São Vicente, onde são montadas dezenas de barracas. Tanto no recinto fechado, com mesa reservada e ingresso pago (incluído o bufê), quanto na rua, o participante tem à sua disposição farta variedade de comidas e doces típicos italianos, diversões, souvenirs, leilões e sorteios de brindes, música italiana ao vivo com "Bonani Italian Show", queima de fogos e outras atrações. Durante o evento, os fiéis podem dirigir-se à Igreja para receber a bênção de Nossa Senhora, em horários pré-determinados. Com o passar dos anos, a Festa, no início com quatro barracas rústicas na rua de terra batida, onde circulavam veículos de tração animal, foi ganhando brilhantismo, com o apoio de várias empresas. A Imprensa tornou a Festa conhecida em todo o Brasil. E, para orgulho da comunidade do Bexiga, o evento consta do calendário turístico do Estado e da Cidade de São Paulo (e, agora, também, da nossa Turma). É importante ressaltar que o grande esforço para atender hoje a cerca de 200.000 pessoas participantes é desenvolvido por mais de 800 voluntários da Paróquia, revertendo a renda para as obras sociais da Igreja, cujo lema é:

DIAMANTE DE FÉ E CARIDADE.

(Fonte: Revista de Nossa Senhora Achiropita Edição Especial de Agosto de 2001)


CORRESPONDÊNCIAS

Censura em O Con*Dor

Amigo Luís Mauro,

Sou uma pessoa feliz por ter amigos como você. À nossa reunião de ontem à noite, no Clube da Aeronáutica, cheguei muito tarde porque meu trabalho exigiu minha presença até as 20h. Presenciei, perplexo, a irritação do meu amigo, pois não sabia a sua origem. Soube, depois, que isso era devido a vários fatos, dentre os quais críticas sobre o conteúdo de um número futuro de nosso O CON*DOR. Mais perplexo fiquei quando soube que as críticas atingiam uma nova seção que abrilhantará o nosso jornal, sobre as tradições brasileiras. Muito mais perplexo ainda fiquei quando soube que, dentro dessa seção, a persona non grata era o nosso Hino Nacional Brasileiro, que faria parte da edição inaugural. Quem criticou provavelmente não leu direito, não entendeu, não quis fazê-lo, estava brincando com você ou não estava sóbrio. O Hino, em nosso boletim, é parte de um artigo que fala sobre a sua letra, comentando-a palavra por palavra e mostrando a cultura da época em que foi escrito. É um belíssimo texto e tem tudo a ver com pessoas que, em uma ocasião de sua juventude, quiseram servir ao nosso país colocando em suas mãos o que tinham de mais precioso: suas vidas. Não me parece lógico que essa nossa gente, de repente, passe a achar piegas falar de um dos nossos símbolos nacionais, principalmente do modo interessante e educativo como o assunto foi abordado. Com certeza, a simples publicação da letra seria desnecessária, pois todos a conhecemos. Mas, dentro do contexto de sua análise detalhada, ela é absolutamente necessária. Faz parte da página de tradições, companheiro do artigo sobre o nosso Hino, um outro artigo tratando ainda da letra do Hino Nacional, fazendo jogo de palavras com o chorinho brasileiro, gênero musical que tanto nos encanta e, pelo que entendi, ninguém viu que lá estava ou não quis criticar. Soube, também, prezado amigo, que também houve críticas sobre a presença de artigos políticos em nosso boletim. Ora, se é um boletim da Turma, ele tem de apresentar os pensamentos do pessoal da Turma. Se alguns gostam de escrever artigos sobre política, não há como censurá-los, pois sempre haverá quem goste de lê-los. Quem não gostar, que não leia (eu!). Veja, os jornais que compramos têm seção de cartas, horóscopo (você lê?), esportes, editoriais da casa, editoriais com outras opiniões, anedotas, seção policial, internacional, enfim, uma democracia. Por quê o nosso jornal não pode atender aos nossos diversos gostos? Gostaria de declarar que se você sair de nosso O CON*DOR por motivo de opiniões apressadas, de mesa de bar, feitas por muito poucos sobre o Hino Nacional ou artigos com conteúdo político, estará sendo inaugurado o terrível patrulhamento de idéias em nossa Turma, a censura prévia que já sofremos, que a Rússia sofreu, que a Alemanha Nazista sofreu... Não teremos mais um Conselho Editorial e sim um Conselho Censor. No lugar do Hino serão colocadas receitas de bolo e no lugar dos (poucos) pensamentos políticos teremos sonetos de Camões, como ocorreu há muito pouco tempo na imprensa brasileira. Nosso jornal é NOSSO, de toda a Turma. Ele é o melhor jornal que existe, pois é feito com carinho, reunindo o melhor de cada um dos nossos irmãos. Ele apresenta brados de união, como os artigos do Padrão. Ele fala de nossos sonhos, de nossas esperanças, de nossas festas, de nosso passado e de nosso futuro. Somos todos irmãos e, como todos os irmãos, somos todos diferentes. Uns mais caxias, outros mais flexíveis, outros mais indiferentes, outros mais engajados. Como todos os irmãos, temos nossas rixas eventuais, mas lembre-se, são eventuais e não trazem desavenças permanentes. Esses irmãos estão unidos porque O CON*DOR é o nosso traço-de-união, juntando essa diversidade de corações e de mentes, fazendo-nos um só. Em defesa de todos nós, meu amigo, seja nosso amigo, amigo de todos, o irmão mais velho, aquele que se sacrifica. Por favor, continue a nos manter unidos com o resultado do seu trabalho de preparação e publicação do nosso, esperamos, sempre democrático boletim. Que assim seja. Receba o abraço e o carinho do seu amigo,

Aluno 57-18, Brasil da Turma Quase Perfeita da EPCAr, com muito orgulho!


É, Brasil.

Fico muito feliz com que você tenha apreendido a situação e compreendido o nosso posicionamento diante dos fatos. A verdade é que, algumas vezes, tem-nos faltado solidariedade, compreensão, tolerância, e, principalmente, aquela amizade quase cúmplice, que antes nos sobrava e hoje nos faz tanta falta. Muitos de nós temos confundido a pessoa dos nossos colegas com decisões deles que nos desagradem. Temo-nos esquecido de que essas decisões, mais opções do que decisões, são tomadas na tentativa de atender os anseios do maior número possível de companheiros. Mesmo assim, sempre, alguém será contrariado. Mas isso, absolutamente, não significa agressão, ofensa, ou mesmo, desconsideração com os prejudicados. É, tão somente, conseqüência inevitável do processo de interação social do nosso grupo, a nossa Turma. A única maneira de evitar insatisfações seria a inação total, o que não creio, fosse a melhor solução. Parece mais indicado observarmos algumas pequenas, mas consagradas, regras de convivência:

- Quando não pudermos participar de um evento, ou quando este não se apresente como o idealizamos, simplesmente, deixemos para participar do próximo - não há sentido em trabalharmos pelo cancelamento;

- Quando algum companheiro da Representação ou de alguma Comissão tomar decisão contrária aos nossos interesses, discutamos o fato, em si, poupando a pessoa do nosso amigo que decidiu – lembremo-nos de que, mesmo quando erra, ele não está contra nós, simplesmente, não é tão perfeito quanto esperávamos;

- Quando imaginarmos que O Con*dor poderia ter outra orientação, encaminhemos à Redação os nossos artigos, afinal, nós, coletivamente, é que fazemos a linha editorial do nosso Boletim – isso é muito melhor do que tentarmos evitar a publicação das matérias dos nossos colegas.

Muito obrigado, Brasil, por suas palavras tão profundas em reflexões, as primeiras que recebi sobre esse assunto. Elas foram muito importantes para mim, já que foram elas que me ajudaram a definir como irei absorver os acontecimemtos que você comentou.

Um forte abraço do,

57-04, Luís Mauro


Cadete Sucupira


Estimado Coronel Luís Mauro Gomes,

Os meus cordiais cumprimentos.
Ontem mesmo estava lendo o "O Con*dor", e deparei-me, agradavelmente, com a reportagem sobre a festa dos sessenta anos de um amigo comum: O Cadete Sucupira. Pois bem! Encorajado pela leitura de outros artigos dessa publicação que misturam um pouco de saudade, com poesia, com humor, ou simples relatos de fatos ocorridos, decidi que lhe pediria a sua amável deferência para com "artigo" em forma de carta, que tomo a liberdade de anexar. É a carta de amigo para amigos sobre um Brasileiro "da gema", que ama a FAB como ninguém, e que é certamente um exemplo para todos nós como homem e amigo! Com o elevado protesto da minha admiração e amizade, cumprimento V. Sa. Muito atenciosamente,

Victor Barbosa.


Prezado Sr. Victor Barbosa,

Ficamos muito felizes e agradecidos por nos haver V. Sa. confirmado que o nosso George William é tão querido fora, quanto o é no seio da nossa Turma. O seu "artigo em forma de carta, de amigo para amigos, sobre um brasileiro da gema" está publicado nesta edição, na página ao lado. Obrigado por sua colaboração e tenha certeza de nossa amizade e admiração.

57-04, Luís Mauro



Meu Amigo George!

Chega-me, às mãos, o Número 5, "Anno" V (Set-Out/2000) do "O Con*dor", o brioso Arauto da Turma Quase Perfeita. Em vôo subsônico - como o eram a maioria dos vôos em 62 (já lá vão uns bons pares de anos, moçada!) - só aterrou nas minhas mãos neste mês de março de 2001. Apaixonado pela aviação, "devoro" tudo o que conversa sobre ela e sobre as suas gentes. Não fora apenas esta a razão para, sofregamente, folhear o "O Con*dor", eis que neste número se fala – e como se fala! - sobre o "sexagenário" Sucupa. O Acaso (será que essa palavra existe mesmo?!) colocou-nos lado a lado sob a carlinga da vida e, a partir daí, tem sido um vôo "non-stop" em céu de Brigadeiro! Emérito jurisconsulto, soberbo usuário da prédica, rica, na verve que nos une, o Sucupa encanta a quem escuta as coloridas e animadas façanhas de uma vida farta em emoções e peripécias; narrativas que expressam uma paixão profunda por tudo o que fez e ainda faz. Paixão - ou será idolatria - que se torna mais vibrante quando resenha por essa fase de ouro de um passado-presente de piloto da para sempre "per omnia sæcula sæculorum..." gloriosa FAB. Não são poucas as vezes em que me atendo para um estremecer na voz emocionada... para um brilho diferente no canto do olho... para um engrossar das narinas... quando fala de camaradagem ou quando relembra amigos de então e de sempre. Emoção e sinceridade! Preciosidades quase feitas gema rara, nos hodiernos dias contra-relógio de uma vida vivida a pulso agitado. Só assim se emociona - outra vez - quando fala do João Paulo e da Bianca; do Pedro, do Paulo e das Três Marias: Claudia, Cecília e Tereza. Abençoada a família que tal Avô, Pai e Marido tem. O meu amigo George não tem 60! O Sucupa é, ainda, o mesmo mancebo de macacão azul, oriundo dessa fábrica de homens arrojados, audaciosos, quase atrevidos, que escrevem pelos Céus deste Brasil - meio Mundo no tamanho - a história de uma Nação única no Sentir, no Amar e no Querer. A minha homenagem aos Homens e Mulheres do meu tempo alado, e aos jovens Pilotos, que - quais bandos de pardais aos mil - sob o Sol do Miridião, perpetuam o estro de ser Brasileiro.

"VET"VICK, Março de 2001


Leitor aprova História e Tradição

À Redação de O Con*dor.

Parabéns pelo espaço "História e Tradição", criado em O Con*dor. Quanto à sugestão de se suprimir o Hino Nacional Brasileiro por "roubar espaço de outros assuntos de interesse", julgo que qualquer outro artigo deveria dar vez a tão importante matéria, que, certamente, virá despertar o sentimento de patriotismo que, ultimamente, o povo vem perdendo, entre outros motivos, por falta de divulgação da "História de Nossa Pátria" nos meios de comunicação.

Horta (57-78)


Que bom que você gostou, Horta.

A REDAÇÃO


Política para nome de guerra

Meu caro Brasil,

Estou recebendo O CONDOR e me divertindo muito com as "histórias" da Turma. Brasil, meu nome de guerra na Escola era "PAIVA", porém, logo que nos formamos, troquei para Danilo e uso esse nome de guerra até hoje. Não sei qual a regra de vocês, mas gostaria que trocassem para Danilo no nosso Jornalzinho. Obrigado pela sua preocupação, abraços,

Danilo (Cad. 60-161)


Danilo,

Estou mandando teu pedido para a editoria de O Con*dor e para nosso setor de cadastro e correspondência. Em breve isso estará resolvido.

Brasil (57-18)


Estimado Danilo.

A Redação procura referir-se aos companheiros por seus atuais nomes de guerra, sempre que conhecidos, mas respeita o tramento usado pelos colaboradores nas matérias publicadas. Desculpe-nos, se lhe tivermos causado algum constrangimento. Um saudoso abraço.

A REDAÇÃO


Nossa Amizade Não Tem Preço

Numa das reuniões da representação da Turma no mês de junho, por motivos diversos, alguns companheiros ficaram aborrecidos o que deixou, inclusive, um mal estar generalizado no ar. No dia seguinte, pela manhã, por volta das 10h30min, ouvi numa das emissoras de rádio aqui no Rio uma historinha que é sempre contada nesse horário pelo Psicólogo Luiz Ainbinder. Como na minha visão ela se enquadrava com perfeição com o que ocorrera na noite anterior procurei saber o seu endereço eletrônico, o que não foi difícil, e lhe mandei um e-mail. A mensagem foi longa, mas no final, eu escrevi o seguinte:

Prezado Dr. Luiz Ainbinder.

Todos os dias fico atento às estórias que o senhor conta no programa Haroldo de Andrade, por volta das 10h30min. Cada dia se referem a um determinado tema e são apresentadas com muita propriedade. Dia desses, quarta ou quinta feira passadas (13/14 jun), não posso precisar, foi contada uma delas que gostaria, se possível, me fosse remetida por sua assessoria. Tratava de uma pessoa que, pretendendo vender uma casa e não se achando em condições de formular um anúncio que facilitasse a venda, pediu ao amigo e grande poeta Olavo Bilac que o ajudasse no teor do referido anúncio. O texto do Olavo Bilac, Dr. Ainbinder, seria de muita importância para que eu o apresentasse a um grupo de amigos há mais de quarenta anos que se reúnem mensalmente e do qual faço parte. Infelizmente, não sei por que motivo, nós nos estamos desentendendo freqüentemente. Desde já agradeço a gentileza.

Sergio Ivan Pereira.



Sérgio.
Segue a história pedida com os meus agradecimentos por sua audiência.
Abraços.

Luiz Ainbinder

O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:

- Sr. Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderá redigir o anúncio para o jornal?

Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:

"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros, ao amanhecer, no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".

Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.

"Nem penso mais nisso", disse o homem. "Quando li o anúncio é que eu percebi a maravilha que eu tinha!"

Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe, atrás da miragem, de falsos tesouros. Valoriza o que tens, as pessoas, os momentos...

Nada mais há a acrescentar.

A AMIZADE DA NOSSA QUASE PERFEITA NÃO ESTÁ A VENDA ATÉ PORQUE ELA NÃO TEM PREÇO.

27 Sergio Ivan Pereira


Ars Gratia Artis

Oi Turma,

Fiquei sensibilizado pela matéria em O Con*dor sobre a minha exposição em abril último. A presença dos amigos me deu muita alegria. É bom saber que, desde os primeiros traços para a Esquadrilha, os amantes da Arte sempre nos acompanharam. Nós jamais deixaremos de desenhar e pintar os temas mais queridos da nossa FAB, e podem ter certeza de que, sempre que for chamado para colaborar, estarei fardadinho, barba feita e sapatos engraxados, pronto para mais um serviço de "Desenhista de Dia".

Um grande abraço do

Al 56-30, Longuinho ou, se quiserem, Cad 60-115, idem.


Longuinho,

Você sempre foi muito importante para todos nós. Sua mensagem, acima transcrita, demonstra a sua grande sensibilidade e, também, o seu carinho pela Turma. Somos todos muito orgulhosos de tê-lo como companheiro e amigo.

Um abraço,

A REDAÇÃO


Dárcio dá lição de bom humor

Prezado Amorim,

Acaba de chegar O Con*dor, mas já o li na Internet. Vou reler. Mandarei os sessenta reais para dar uma força ao importante e elevado veículo da imprensa nacional (acho que também mandei os cinqüenta anteriores, mas não tenho certeza). Bom, não é fácil dar notas ao passeio a Itatiaia. Fácil é dar 10, com louvor, para o contacto fraterno entre os colegas e as esposas (teve um lance com uma de 31, mas não pega bem contar aqui). Muita conversa, muita piada, muita alegria e muuuiiita cerveja. Teve o show daquela estimadíssima dupla musical (canto e violão), apresentando-se à beira da lareira (só esta, de fogo), teve o querido Brasil fazendo mágica com cartas (pode?!), teve um passeio ao Parque Nacional no microônibus dos cariocas, teve um passeio a Penedo que terminou em chope, e muito mais. Tudo nota alta. No outro extremo, o quesito água quente nos aposentos: um triste chuveirinho elétrico cuja nota não chega a 3,0. Mas a pousada é bem instalada e equipada, situada num local bonito (divide a cerca com o Parque Nacional) e tinha até jornal de São Paulo (paulista detesta ler jornais do Rio, pois só falam de Vasco, Flamengo e Garotinho. Os daqui de São Paulo falam de assalto, fuga de presos, poluição, greve de metrô etc. Muito mais assunto). Em resumo, quem não foi, fica devendo e tem de ir na próxima. Agradeço a você, por ter-me incluído.

Um abraço do

Dárcio (59-338)


É Dárcio.

Os nossos jornais também falam de "assalto, fuga de presos, poluição e greve". Mas deixa isso pra lá. Obrigado por suas palavras, por sua presença e, especialmente, por seu contagiante bom humor. Esperamos que os outros paulistas façam como você e o Fullmann e compareçam aos eventos cariocas. Afinal, o Rio fica tão perto de São Paulo... Quanto a nós, estamos fazendo a nossa parte: comparecemos, em peso, à Festa de N. Sra Achiropita.

Um abraço de seus amigos do Rio.

Amorim (57-55)


SEGUNDA CHAMADA

Meus companheiros,

Já começaram os preparativos para a grande festa dos 45 anos da nossa chegada a Barbacena. Esperamos a mesma mobilização que conseguiu reunir 101 companheiros em BQ, na festa dos 40 anos. A idéia é fazermos, em março de 2002, um grande licenciamento às avessas... Assim, daremos preferência às atividades na Cidade, reservando a Escola Preparatória para as comemorações dos cinqüenta anos. A programação está sendo montada para estarmos juntos, mas não presos a rotinas solenes... Vamos curtir a Cidade, ir ao cinema, andar pelas ruas, subir e descer ladeiras, revisitar, com os "alas" dos tempos dourados, lugares por onde andamos, carregados de sonhos e fantasias... Quem sabe, o Cine Apolo reabra as portas para nós? Cada um já deve começar a organizar a vida para o grande vôo de março de 2002. Os últimos a se inscreverem vão ter de se explicar com o Capitão...

57-15, Neves


FALANDO-SE DE "O RACIONAMENTO DE LUZ"

Sensores ou censores: Qual seria o melhor instrumento para se evitar o Grande Apagão?
Com a chegada espetacular do racionamnto, este assunto tornou-se "P.O.R.", ou seja, "Por Razões Óbvias", o alvo principal da atenção de todos nós, brasileiros, mesmo os que não foram atingidos diretamente pelo referido Vilão Nacional do Momento!!! - O racionamento, é claro! (Ou será que é "escuro"???!...). A chegada do racionamento me fez recordar aqueles desfiles antiiiiiiiiiiiiiiiiigos das Escolas de Samba que traziam cartazes com os seguintes dizeres aproximados: O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Morro do Canguru Queimado saúda a imprensa escrita, falada e "teleguiada", digo, televisada e pede passagem (de avião para a Disney-World?!...) etc., etc., etcœtera! Estes cartazes vinham sempre à frente, como a abertura monumental de um grande desfile!!! (Mas, afinal de contas, o assunto principal deste meu Erudito Cursivo nada tem a ver com as Escolas-de-Samba antigas, portanto vamos ao assunto que nos levou a desenhar este monte de letrinhas num papel em branco da marca: RIPAX, da Turma da Mônica! (eu comprei porque estava mais barato nas Lojas Americanas, em sobras de material escolar!!! - estava num precinho ótimo, vocês precisavam, ver!!!...).

Mas isto, também, nada tem a ver com o "tal assunto", portanto, vamos a ele (ou seja, ao assunto principal deste Erudito Cursivo. O que é ou o que se supõe que seja? O Con*dor? Eu confesso que não participei do seu início, bem como da fase inicial de agregação – digamos assim – da Turma Quase Prefeita. Porém participei da fundação de várias Entidades Congregadoras de Comunidades de naturezas das mais diversas, e, por essa razão, posso imaginar, com perfeição quase imaculada, o que tenha sido (e acontecido!) nesse período, sempre, um tanto quanto difícil dessas entidades!!! Porém, pela leitura dos primeiros números de O Con*dor e pelas informações orais de alguns daqueles que participaram daquela fase época, digo, fase é-pica (será que é assim que se escreve esta palavra - ou ainda:... será que foi assim???!!!...) posso, perfeitamente, definir (melhor seria analisar!!!) o que seja o O Con*dor.

O Con*dor é o órgão de comunicação do grupo de pessoas que compõem a Turma Quase Perfeita. Basicamente, devem ser cerca de 250 pessoas! (se incluídos os familiares, talvez chegue perto de mil a mil e duzentas pessoas, aproximadamente!) Essas pessoas (do grupo básico) pertenceram ao conjunto dos alunos da Escola Preparatória de Cadetes do Ar que ingressaram em 1957 ou que, posteriormente, matricularam-se na Escola de Aeronáutica, em 1960, saindo Aspirantes em 1962. Nesse universo incluem-se ainda os que, que, em qualquer momento e por qualquer razão, incorporaram-se a esta Turma maravilhosa. Mesmo aqueles que permaneceram por um curto período, como no meu caso! Portanto o O Con*dor não possui "donos", ele é uma espécie de Condomínio ou Cooperativa de todos nós! Será que está bem definido, Lilico? (Se não estiver, por favor, me coruja, digo, corrija - aqui abaixo, mesmo, você pode incluir a sua correção ou o seu adendo - se o desejar, é claro).

Mas eu não tive, nem tenho a intenção exata de definir o O Con*dor! Talvez de analisá-lo, de acordo com a minha perspectiva, a minha ótica! Deste grupo básico ao qual me referi, talvez cerca de 70% (setenta por cento) são constituídos de paisanos, o mais conhecido de todos (o mais famoso!) É o Conde Sucupira (ou será que ele é o ex-conde Sucupira? - Já que é tão difícil de encontrar - não sei bem!!!...) Dos restantes, 25% são constituídos de Oficiais da Aeronáutica, e 5% de outras Forças Auxiliares, como as Polícias Militares (caso do 57-15, Neves), ou paralelas, como o Exército, por exemplo (caso do 57-18, Brasil)! Os dados quase exatos, o Amorim deve possuir, pois uma Turma Quase Perfeita, tem tudo na base do quase (é ou não é?). Dentre os Oficiais da Aeronáutica, apenas três estão na Ativa, e os demais, todos estão no chamado banco do réus, digo, banco de reservas (regra 3?), vulgo, reserva remunerada e, para completar, daqui a 4 anos, cinco, no máximo, todos estarão reformados!!!. Serão obrigados a fazer operações plásticas? (será que é isto mesmo? - Será que eu entendi bem o que o Mossri me explicou?!!!...). O que significa isso???! Significa que o O Con*dor não é um boletim informativo, ou melhor, um órgão de comunicação, de natureza essencialmente militar, e que, daqui a cinco ou seis anos, passará a ser um órgão de comunicação de uma comunidade ESSENCIALMENTE CIVIL!!!, pois todos os seus componentes serão considerados civis, ou pela nossa terminologia, Paisanos!!! (certo ou errado? - Vadico, digo, Lilico, se eu estiver errado, por favor, me coruja", digo, corrija!!! - coloque uma observação de A Redação, logo aqui abaixo!!!)!

Ora!, eu (o aluno 57-42, Padrão, da Terceira Esquadrilha, sou o Pajé da Turma (ou o moru-bichaba?! - por favor, não confundam morubichaba com morei com a bicha braba!!!!!!). Além disso, sou o possuidor, o inventor e o criador de o elixir da vida eterna!!! Se não fosse eu, todos vocês, muito provavelmente, iriam morrer nos próximos cem anos!!! Então o nosso querido O Con*dor, passaria a ser O Órgão de Comunicação de uma Grande Comunidade de Defuntos!!! (certo ou errado? - Vadico, digo, Lilico, se eu estiver errado, por favor, me corrija!!! - Coloque uma Nota da Redação, logo aqui abaixo!!!). A sorte de vocês é que eu (o Aluno 57-42, Padrão, da Terceira Esquadrilha) estou aqui, para impedir que vocês morram!!! (Nos próximos cem, ou duzentos, ou trezentos, ......., ou mil anos???!!! etc., etc., etcœtera!!!...).

Agora, aqui, neste momento solene, passarei a falar na qualidade de O Pajé da Tribo Mais-Que-Perfeita, digo o Padrão (grande padre, de três metros de altura, por cinco de largura?!!!...) da Turma Quase Perfeita, o proxeneta, digo, o propheta tertii "millennii"(!...) para descrever para vocês (de forma simbólica, é claro!) os presságios das estrelas para a TQP, neste meado do ano 2001 (leiam o capítulo 23 do apocalyp-se, versículo zero !!!): Três Estrelas do Planeta Saturno podem vir a ser pedras de tropeço para os escolhidos do cordeiro! Aquele que caça nos montes (o coiteiro), travestido de guarda das matas, agarrou em suas mãos duas pedras para atirá-las sobre os escolhidos. Ao pegá-las, viu que uma pedra estava quente, composta de QFM, ou seja, Quase Ferrei a Minha Mãe, digo, Quartzo, Feldspato e Mica, e a outra pedra estava gelada, composta de H2O, e que se congelara ao se precipitar das alturas em forma de flocos!!! E ele as atirou sobre os amigos do Cordeiro (que quer dizer: "Aquele que tem um coração que ama demais"!)... Mas não conseguiu acertar, pois eles foram protegidos por Deus!!! Meu caro Vadico, digo, Lilico: As profecias do Apocalypse são assim mesmo, misteriosas(?), enigmáticas(?). Muitas vezes parecem incompletas. São claras, porém, aos amigos do Senhor, os Filóteos e, obscuras, aos adversários, para que, lendo-as, não as compreendam nem possam interpretá-las com exatidão, assim como as senhoras, digo, as senhas e os códigos secretos dos tempos de guerra, que muitos de nós, tão bem, conhecem!!! (Pois são militares, e, quem sabe, também, pilotos de caça!!!).

Ainda na qualidade de padrão (grande padre), farei uma oração ao Senhor para nos livrar dos obstáculos e para que Ele nos dê forças para superá-los - "Senhor Deus! A libertação, em conjunto com a saúde e o conhecimento, está entre os bens maiores que Tu criaste e nos concedeste!!! Não a chamo de liberdade, Senhor, pois que esta palavra já foi vulgarizada e inflacionada, muitas vezes, usada, demagogicamente, por aqueles que, subrepticiamente, escravizam a humanidade sob formas mais ou menos sutis ou, até, subliminares! Talvez a forma mais importante de libertação (ou liberdade!), ou uma delas, ao menos, seja a da manifestação do pensamento através da palavra! Tanto que João Evangelista chama Jesus de O Verbo Divino, ou seja, A Palavra de Deus!!! Esta oração que aqui Te faço, é dedicada aos meus amigos e colegas da Turma BQ-57 / Aspirantes 62, cujas palavras são divulgadas em O Con*dor, o nosso órgão comunicativo. Não permitas que este órgão seja vítima de mutilação da palavra e do pensamento dos integrantes da Turma Quase Perfeita! Pequenas filtragens, talvez sim, pois que não seria admissível que pessoas civilizadas viessem a se ofender mutuamente ou a agredir terceiros, ou ainda, a utilizar expressões grosseiras, chulas, ou incompatíveis com a nossa educação. Censura de idéias, porém, é inaceitável para nós!!! Recordo as palavras de uma grande figura da nossa história que disse: "Não concordo com uma só de suas palavras, porém sou capaz de dar minha vida para que V. Exa. possa espressá-las". É assim que deve ser: poderemos até mexer na forma, porém sem tocar ou modificar, jamais, o conteúdo!!! Só assim haverá liberdade (a verdadeira, e não as falsas ou demagógicas!), só assim haverá libertação!!! A palavra, Senhor, deve estar livre da discriminação e do preconceito! Porém, mais ainda, te peço, ó Meu Senhor! Que não haja, entre nós, os desentendimentos, as discussões, os dissentimentos, as discórdias, as lutas internas! "A União Faz a Força", Senhor.

A divisão enfraquece! E, as dissensões só nos podem cominuir!!! Desejamos, Senhor, que aqueles membros da Turma que ainda não foram encontrados ou que, por alguma razão, estejam afastados de nós, possam achegar-se, freqüentar as nossas reuniões, participar dos nossos passeios ou eventos, reunir-se a nós, enfim, para gozarmos do prazer de suas presenças! E, com dissensões e discórdias, não alcançaremos esse objetivo!!! Espero que os nossos colegas que lerem esta oração também sejam compreensivos, compassivos e respeitadores da opinião alheia e dos mútuos princípios religiosos, políticos, ou de outra qualquer natureza! De cada um!!! Agradeço, Senhor, de antemão, pois sei que ouviste minha súplica e que darás conseqüência a ela!!!

AMEM!!!

AMÉM!!!

Aluno 57-42, Padrão, da Terceira Esquadrilha.


RABUGENTOS? NÓS?!

Há pouco tempo, o cinema e o mundo perderam dois excelentes atores – Walter Matthau e Jack Lemmon. Com seu humor fino, alegraram nossas vidas desde a juventude. Nunca nos cansamos de reprisar os seus muitos filmes, em parceria, que lhes conferiram a posição de grandes atores de Hollywood. O filme que mais notabilizou a dupla foi "Um Estranho Casal". Lemmon, recém-divorciado, foi morar com o amigo Matthau. Este, um bagunceiro feliz, teve sua vida infernizada pelo novo morador, que, embora super-prestativo, tinha uma mania mórbida por limpeza e arrumação. A intolerância entre os dois tomou grandes proporções, mas não a ponto de romper a amizade de muitos anos. Acabaram chegando a um modus vivendi. No mesmo estilo, protagonizaram outros filmes, sendo um sucesso o intitulado "Dois Velhos Rabugentos". Nesta produção, dois vizinhos de longa data chegam ao limite da intolerância, cada qual reclamando de tudo que dissesse respeito ao outro, chegando cada um a preparar verdadeiras escaramuças para "dar o troco à altura" da suposta ofensa. Ao final daquela "guerra", chegam à conclusão de que não poderiam viver um sem o outro. E reconciliam-se, dando um "happy end" ao filme. Vejam, os atores eram "setentões" quando fizeram o filme, e interpretaram homens de oitenta anos. Na nossa Turma, mal passamos dos sessenta e já entramos num "processo de rabugice", que nem o Cardico consegue controlar com suas piadas e arte musical. Onde estão aqueles senhores que há um ou dois anos entraram na "terceira idade jovem", com o mesmo espírito alegre de seu tempo de menino, formando o grupo mais alegre e unido do Clube de Aeronáutica? Será que já se estão metamorfoseando em "velhos rabugentos"? Outra pergunta: Será que todo velho tem de ser rabugento? Confesso que, ao consultar o Aurélio para saber a correta acepção da palavra, dei-me conta de que também estou entrando nesse "processo", juntamente com, pelo menos duas dezenas de diletos amigos. Rabugento, no sentido figurado, quer dizer: aquele que se queixa ou reclama de tudo; impertinente, rabuja, ranzinza, ranheta. O mais suave dos sinônimos é o "impertinente". Se lidar com pessoas impertinentes já é horrível, imaginem com ranzinzas ou ranhetas. Quanto à história do BRONQUINHA, da edição anterior, segundo alguns críticos sinceros, o artigo "caiu como uma bomba" - considerado impertinente em todos os sentidos. Outros não deram importância ao fato de relembrar o lance com o Montero. Nem mesmo ele, a quem telefonei para pedir desculpas pelos comentários tidos como desairosos. Ele até elogiou o jornalzinho, apresentando algumas sugestões para seu aperfeiçoamento. Obrigado, Montero, por suas compreensão e colaboração. Então, companheiros, vamos retroceder um pouquinho no tempo e retomar aquele caminho que vínhamos trilhando – o da participação destituída de qualquer capricho ou vaidade, o da tolerância, da alegria, da amizade. No outro dia, arrumando umas gavetas, encontrei um precioso presente de um amigo: um livrinho de bolso denominado Pequeno Manual de Instruções para a Vida, contendo 500 sugestões, observações e lembretes, para se levar uma vida boa e gratificante (Autor: H. Jackson Brown Jr. - Ediouro) – Abri-o ao acaso e fui encontrar a mensagem nº 216 – "Dedique menos tempo a tentar saber quem está certo, e mais tempo resolvendo o que é certo". Deixei de lado a arrumação e reli atentamente as 500 mensagens. A de nº 1 é esta: "Elogie três pessoas por dia". Selecionei mais uma entre tantas outras que traduzem o grande senso de objetividade do autor – a de nº 20 – "Saiba perdoar a si mesmo e aos outros". Traduzindo tudo, chegamos aos verbos (sem ajuda do Aurélio): TOLERAR – aceitar, transigir, não ser rabugento; ELOGIAR – enaltecer, não criticar, não desestimular; PERDOAR – desculpar, relevar, não se ofender, não guardar mágoas. E lembrando sempre: ninguém é perfeito! Companheiros, vamos retardar o "processo de rabugice" por vinte anos? Quem sabe, até lá, a ciência descobre a cura desse mal que afeta a alegria de viver. Saúde e Paz!

57-40, João Carlos


O TEN.-BRIG.-DO-AR MARCONI DESPEDE-SE
DO SERVIÇO ATIVO DA AERONÁUTICA


O Ten.-Brig. -do-Ar Marconi, Aluno 54-139, despede-se do Serviço Ativo da Aeronáutica.

Após a rica experiência de dois anos em Barbacena, a "Quase Perfeita" iniciou, em 1959, a epopéia definitiva da carreira, trasladando-se para o Campo dos Afonsos, onde viria a constituir a 4ª Esquadrilha do Corpo de Cadetes da Aeronáutica. Naquele ano, os concluintes do Curso de Formação de Oficiais Aviadores eram da turma que ingressara na E.P.C. do Ar, em 1954, os quais, depois de seguirem a mesma trajetória que depois trilharíamos, tornaram-se cadetes em 1957, quando ingressávamos na Escola Preparatória. Ou seja, eles e nós constituíamos ciclos do mesmo processo de formação, ciclos a se encerrarem com o Aspirantado, no fim dos anos da graça de 1959 e 1962, respectivamente. Naquela turma do último ano, estava o Cadete 57-005, Santos, J. M. A. (José Marconi de Almeida Santos), antes, Aluno 54-139, Santos, cujo excelente desempenho escolar o credenciara a chefiar o alojamento da 4ª Esquadrilha, seguindo praxe da Escola de Aeronáutica, por certo inspirada nos versos de Castro Alves:

"Não cora o livro de ombrear com o sabre,
Nem cora o sabre de chamá-lo irmão".

Havia também o objetivo de proporcionar à turma mais nova um modelo de comportamento e, sob este e outros aspectos, o Cad. Santos estava plenamente qualificado. Foi riquíssimo, para os integrantes da "Quase Perfeita", o convívio com aquele companheiro mais antigo, como já o fora, anteriormente, o período de Barbacena, com o Cap. Dário. Privilegiados, aqueles que puderam desfrutar de ambas as fases, menos privilegiados, mas, ainda assim, privilegiados, os que só tiveram a oportunidade de viver a de Barbacena ou a dos Afonsos. Como oficiais, uns tiveram de novo a ventura de servir com o Cel. Dário, outros com o Marconi, nome de guerra que o então Cad. Santos passou a adotar. Recentemente, o agora Tenente-Brigadeiro-do-Ar Marconi, despediu-se do serviço ativo da Força Aérea Brasileira, após galgar todos os postos da carreira, nos quais exerceu relevantes funções, com brilhantismo que não surpreende a quem o conheceu nos idos de 1959. Na presença de sua genitora, de sua esposa e de seus filhos, além de bom número de colegas da sua e de outras turmas, inclusive a nossa, a Aeronáutica rendeu justa homenagem a seu incansável servidor. Na cerimônia que marcou o evento, seus méritos foram enaltecidos com palavras reveladoras do caráter irrepreensível e, sobretudo, do sentimento patriótico incomum nos dias atuais. Tendo dedicado parte da vida profissional à pesquisa e ao desenvolvimento de equipamentos que assegurassem capacidade de operação autônoma à Força Aérea, sua saída fecha o ciclo histórico caracterizado pela busca do desenvolvimento tecnológico na Aeronáutica militar brasileira, sonho dos idealizadores do Centro Técnico Aeroespacial. Por sua importância na formação dos integrantes da "Quase Perfeita", em 1959 e na vida profissional daqueles que tiveram o privilégio de cruzar, em suas trajetórias, com a do amigo Marconi: como piloto (inclusive na Amazônia, onde foi um dos mais destacados tenentes da Base Aérea de Belém); como colega, no Instituto Militar de Engenharia; como estagiário, na ECEMAR; como engenheiro e administrador, nas organizações da Aeronáutica; como subchefe do Estado-Maior das Forças Armadas; ou como Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, sua última função na ativa – este singelo registro tem a pretensão de constituir verdadeiro preito de gratidão e respeito a quem dedicou à Força Aérea e à Pátria, mais de 47 anos de serviços, entre os quais, os melhores e mais produtivos anos de sua vida.


AUTORIDADES I

Mais um Quatro Estrelas na Quase Perfeita


Ten.-Brig.-do-Ar José Carlos Pereira, Al. 58-268

No dia 31 de julho de 2001, foi promovido a Tenente-Brigadeiro-do-Ar o nosso estimado companheiro José Carlos Pereira, o Aluno 58-268. Sua promoção foi motivo de grande satisfação dos integrantes da Turma 57-BQ / Aspirantes 62, bem como da Turma seguinte, em que se formou. Temos registro de que, em sua caminhada, a Turma 58-BQ incorporou excelentes alunos cedidos pela Quase Perfeita. O baiano J. Carlos, na primeira fase de sua carreira, já demonstrava invejável competência operacional, como Piloto de Caça, tendo voado as aeronaves F-8, F-80, T-33, AT-26 e F-5. Voou, também, aeronaves de treinamento e de transporte, perfazendo um total de mais de 4.700 horas de vôo. Como Oficial Superior, exerceu importantes e diversificadas funções, destacando-se: Comandante do Esquadrão de Suprimento e Manutenção da Base Aérea de Fortaleza; Oficial de Operações do 1º/4º Grupo de Aviação; Comandante do Esquadrão Seta do Comando Aéreo de Treinamento; Chefe da Divisão de Planejamento do CISA; Oficial do Gabinete Militar da Presidência da República; Membro do GECOA e Chefe do A-6 do Comando-Geral do Ar (COMGAR); Comandante da Base Aérea de Canoas; Chefe da Segunda Subchefia do Estado-Maior do Comando-Geral do Pessoal; e Delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa. Alçado ao Generalato, exerceu os seguintes cargos: Chefe da Quarta Subchefia do Estado-Maior das Forças Armadas; Presidente da Comissão de Serviço Militar; Comandante da Academia da Força Aérea (AFA); Chefe do Estado-Maior do COMGAR; e Comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro. No último posto da carreira, acaba de assumir o importante cargo de Comandante-Geral do Ar. Possui doze condecorações, todas das Forças Armadas Brasileiras, mais as seguintes: Ordem do Mérito Rio Branco, no grau de "Comendador"; Oficial da Ordem "Ouissam Alloui", do Reino de Marrocos; Cruz de Mérito, no Grau "Oficial da Ordem do Mérito", da República Federal da Alemanha; e Medalha da Junta Interamericana de Defesa. Ao longo de sua carreira, sempre foi respeitado por seus pares e superiores, por seus atributos de inteligência produtiva e coragem para tomar decisões difíceis, sempre com oportunidade, equilíbrio e acerto. É venerado por seus subordinados, aos quais sempre dedicou atenção e respeito. Quando Comandante da AFA, estabeleceu um clima de confiança e fraternidade entre todos os integrantes da Organização, propiciando excelente rendimento das instruções aérea, fundamental e militar. O J. Carlos só é temido pelos conferencistas e palestrantes, graças à sua participação nos debates, onde transparece o domínio da oratória e o profundo conhecimento dos problemas brasileiros em todas as áreas. Este verdadeiro líder passa a integrar o Alto Comando da Aeronáutica, responsável maior pelos destinos da Força Aérea. Que Deus continue a iluminar, agora, mais do que nunca, sua mente e seu coração.


AUTORIDADES II


O Brig-do-Ar Danilo Paiva Álvares, Cad. 60-124

O nosso estimado companheiro, Brigadeiro-do-Ar Danilo Paiva Álvares, o Cadete 60-124, assumiu a Presidência do Clube da Aeronáutica no último dia 28 de agosto. A gravidade da situação do Clube, no momento em que o nosso colega chega à presidência, é de conhecimento geral, por isso, todos os integrantes da Turma 57-BQ / Aspirantes 62 desejamos que o Danilo consiga superar as muitas dificuldades que, sem dúvida, se lhe apresentarão e tenha muito sucesso na administração dessa Instituição tradicional da nossa Força Aérea e do nosso País.


PENSAMENTO DE O CON*DOR

"Mas eu também vivo disso! Eu não sobrevivo sem uísque!"

Reação do nosso companheiro Bené quando o Zé Nelson tentava explicar a alta dos preços das bebidas nas nossas reuniões das terceiras terças-feiras, alegando que os concessionários do bar "vivem disso" (venda de bebidas).


O CON*DOR

O Con*dor é uma publicação sem fins lucrativos, destinada à divulgação de assuntos de interesse da Turma 57-BQ/Aspirantes 62, a Turma Quase Perfeita. Está, porém, aberto a companheiros de outras turmas que, com ele, queiram colaborar. É editado, bimestralmente, sob a responsabilidade da Representação da Turma.

Coordenação Geral:

Al. 57-40, João Carlos
Conselho Editorial:
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