DOMINGUEIRA DANÇANTE NO AROUCA BARRA CLUBE


O galhardete do Arouca Barra Clube

O Arouca Barra Clube é uma associação de portugueses e descendentes, freqüentada por um ilustre representante do segmento lusitano de nossa família bequeana – o Edson Campos dos Reis. Bastou o Reis comentar sobre a Turma 57-BQ com os diretores do Clube, e logo se apressaram em convidar seus integrantes para um almoço dançante, sugerindo o último domingo do mês (29 de abril), quando seriam realizados os sorteios de um automóvel, uma viagem a Portugal, uma TV em cores, um vídeo cassete, além de um leilão de brindes oferecidos pelos sócios. O evento foi incluído na Programação de Passeios e Encontros da Turma, sendo o primeiro, nesse ano de 2001.

"É uma casa portuguesa, com certeza".

Compareceram ao evento vinte e quatro companheiros e familiares, recebidos com fidalguia. Em pouco tempo, todos entraram no clima de uma festa portuguesa, muito alegre, com bufê farto e variado, um conjunto sensacional e dois excelentes cantores, animando o salão. Embora o conjunto tivesse o nome de Canoas do Tejo, tocou músicas nacionais e estrangeiras, entre estas, uma ou outra portuguesa. O dia era de música para todos dançarem, e não houve apresentação de grupos de dança tradicionais. Em certo momento, o Diretor Social e Secretário do Clube, Sr. Francisco Coelho de Matos, o "Chiquinho", circulou pelas mesas da 57-BQ, cumprimentou a todos e indagou se estávamos satisfeitos.


O "garotão" Land exibe a Playboy da Luma.

O Land, que deixou para almoçar mais tarde, reclamou de que a salada de bacalhau havia acabado. O anfitrião disse-lhe que o Reis havia "comentado" com ele que a nossa Turma não gosta de bacalhau, mas que, mesmo assim, iria mandar preparar uma bacalhoada especial, para os amigos da Aeronáutica (grande tirada!). Em seguida, o Presidente do Clube, Sr. César Soares, chamou ao palco o Coronel Edson Campos dos Reis e fez uma saudação à Turma 57-BQ / Aspirantes 62, oferecendo ao nosso muito digno colega o galhardete da Entidade, com o tradicional brasão da família Arouca.


O "Patrício" Reis exibe, orgulhoso, o galhardete do Arouca.

Nos agradecimentos, o Reis falou sobre a satisfação dos companheiros, em participar daquela grande festa de confraternização. Foi muito aplaudido, mas acrescentou: permita-me vaticinar que o carro e a viagem a Portugal vão sair para meus colegas de Turma (não foi aplaudido, mas também não foi vaiado). Vieram os sorteios e o leilão. Ninguém do salão foi contemplado, pois a venda de cupons não se limitou aos presentes àquele almoço. Finalmente, foram chamados para perto do palco os aniversariantes do mês, entre os quais a filha do Cardoso, Adriana (com o noivo a tiracolo), tendo direito a parabéns para você e um grande bolo confeitado.


A "prova" do bom vinho português.

Foi muito agradável a primeira atividade da Turma, a Domingueira Dançante do Arouca Barra Clube. E o encontro saiu muito em conta - R$ 15,00 por pessoa, acrescidos de: rateio de cervejas e refrigerantes - R$ 15,00; sobremesa (doces portugueses) - R$ 2,50 a unidade; vinho periquita - R$ 22,00 a garrafa; sorteio de automóveis e demais bens, - R$ 10,00 o cupom. Parabéns, "Patrício" Reis, pelo sucesso na coordenação do evento.

É uma casa portuguesa com certeza,
É, com certeza, uma casa portuguesa.

O Arouca Barra Clube também abriu aos componentes da Turma 57-BQ / Aspirantes 62 a sua sede para as festas comemorativas do Clube, para os almoços normais dos domingos (adultos - R$ 10,00, crianças - R$ 5,00, sem bebidas), para a procurada Noite de Fados, acompanhada de bacalhau assado (R$ 30,00) e para o tradicional cozido das quintas-feiras.


FELIZ ANIVERSÁRIO!

OS SESSENTA ANOS DO BRITO

Mauro Sergio Pereira de Brito, o nosso companheiro Brito (57-46), nasceu no Rio de Janeiro em 29 de dezembro de 1940. Esteve conosco, na EPCAr, prosseguindo até o 1º Ano Aviador, e nunca se desligou dos companheiros da 57-BQ. É assíduo freqüentador das reuniões da Turma nas terceiras terças-feiras, participando também de outros eventos, quando seus negócios permitem o afastamento. Para comemorar os sessenta anos, o advogado, economista e empresário, Mauro Brito, organizou uma linda festa em sua belíssima residência, na Barra da Tijuca. Os seus convidados foram os parentes e os companheiros da Quase Perfeita. As mesas foram distribuídas no jardim, às margens da piscina. A noite estava linda e a temperatura agradável, favorecendo o clima de confraternização que contagiou a todos os presentes. Depois de um coquetel com bebidas das melhores procedências e finas iguarias, foi servido o jantar no salão nobre da casa. E que jantar! Para abrilhantar a festa, foi convidado um consagrado pianista, Luiz Carlos Vinhas.

Essa maravilhosa reunião de velhos amigos teve ainda o mérito de, com o seu pioneirismo, abrir caminho para que outros companheiros também comemorassem, em alto estilo, os seus sessenta anos. Na época, a Redação de O Con*dor planejou publicar uma reportagem para cobrir o memorável evento, mas as fotos tiradas pelo fotógrafo da Turma nunca chegaram às nossas mãos. Com o passar do tempo, a matéria perdeu a oportunidade, e, desde então, aguardávamos o melhor momento para reparar essa falha, o que, finalmente, veio a acontecer com esta matéria. Esperamos que os nossos leitores apreciem a reportagem, mesmo sem as fotografias.

Parabéns, Brito. Até o próximo aniversário.


O ANIVERSÁRIO PIROTÉCNICO DO FULLMANN

Ampla cobertura jornalística foi dada, pelo O Con*dor, à comemoração de aniversário do Claudiney Fullmann (57-141), ao completar 60 anos de uma vida repleta de realizações. Foi uma festa bem preparada, alegre, "bacana", que o Ney dedicou aos pais, aos familiares e aos amigos incorporados desde o grupo escolar. O encontro ocorreu no dia 29 de junho de 2000, em Campos de Jordão, e dele participaram muitos colegas da EPCAr.

Deixando de lado idéias ultrapassadas como: "aniversário é festa de criança", "homem não precisa comemorar aniversário", "depois de velho, é melhor não lembrar da idade", o nosso Ney inovou com uma festa mágica que teve, além de jantar e bolo, "show" de músicas e danças típicas dos povos que lhe deram origem, queima de fogos, distribuição de brindes e, sobretudo, muita confraternização. Recomendamos, com ênfase, a releitura da reportagem completa na edição de Julho de 2000 de O Con*dor.


ERA UMA VEZ UM MENINO CHAMADO CUBAS


O aniversário do Cubas...

No dia 18 de março deste ano, o Danilo Cubas ( 58-258) completou 61 anos de idade e resolveu comemorá-los com os parentes e amigos, oferecendo-lhes um churrasco, na Sede Campestre do Clube da Aeronáutica. Escolheu o local para ficar bem perto do ultraleve em que faz treinamento terapêutico para curar-se da Aerofilia (vibração excessiva por aviação). Aliás, o que não faltou foram os rasantes sobre a sua churrasqueira que os seus companheiros e instrutores de vôo insistiam em fazer. E, em certo momento, o nosso anfitrião pareceu reconhecer um dos pilotos. "Olha o Danilo Maluco aí, gente!". Parece que o Danilo (Cad. 60-124) tentou uma maneira pouco discreta de comparecer incógnito às reuniões da Turma. Não deu certo. Mas continuamos a aguardar o seu comparecimento explícito.


...na Sede Campestre do C. Aer.

Na edição de O Con*dor de Jan-Fev/2001, foi publicado um artigo do companheiro Cubas, sobre essa grande paixão que é voar. Nele comentou sobre a homenagem que a Turma lhe prestou, a entega da miniatura do espadim, justamente, naquele dia de festa. Em matéria ao lado do artigo, foram publicados alguns dados biográficos do companheiro e amigo Dr. Danilo Eduardo Pinheiro Cubas. Sobre o churrasco, temos a registrar que sentíamos falta daquele espaço tão agradável, há muito não freqüentado pela Quase Perfeita. Cubas, obrigado pelo convite. Saúde!


FESTA SEM RATEIO – FELIZ ANIVERSÁRIO, JOÃO


Panorâmica do aniversário do João Carlos.

João Carlos Fernandes Cardoso, o Aluno 57-40, João Carlos, que é bom de fazer cálculo de cabeça para o rateio de despesas, em boa hora, convidou os seus colegas da Representação da Turma para comemorar seus 62 anos. Foi logo avisando que, desta vez, a festa não seria "por adesão" (para aceitar o convite, mas pagando a despesa). Aconteceu no dia 7 de abril. Foi um almoço com pratos preparados pela Lêda, sua companheira de 32 anos, que sabe tudo de cozinha (ensinamentos transmitidos pela sua mãe portuguesa). O João montou um bar com auto-serviço à entrada da sala, deixando o "bandão" de homens do lado de fora, num pequeno terraço "embutido" nas plantas. As senhoras ficaram na sala, portas e janelas bem abertas para melhor controlar os seus respectivos.

Alguém disse que a casa dos anfitriões parecia "casinha de boneca". É uma construção rústica, pequena e aconchegante, com um belo "flamboyant" na frente, além de muitas outras plantas ornamentais. Naquele terreno, todo o espaço foi aproveitado. Nos fundos, foi construída uma piscina elevada, da qual sai uma passarela ligando a borda ao segundo andar da casa (somente meio andar, não vista da rua). Pelo lado de fora, pode-se visualizar, nesse segundo pavimento, não visitado, uma espécie de salão de artes. Piano, teclado, acordeon estavam por lá, misturados com telas pintadas pela Lêda. Prometeram franquear o espaço em uma próxima oportunidade, quando acabarem com a bagunça (palavras deles).


A casa do João e suas plantas ornamentais

Enquanto o almoço era preparado, "rolou" uísque e cerveja (o vinho ficou desprezado), acompanhados de salgadinhos simples. Lá vai a "dica": queijo minas com azeite e orégano; tabletinhos de presunto, azeitonas, picles. A única fritura foi lingüiça fina da Sadia, em pequenos rolinhos. Aí veio a explicação: nada de empanados, biscoitos com pasta, bolinhos, canapés, que, além de tomar o tempo da cozinheira, tiram a fome das pessoas, que não irão apreciar o almoço. O João estava certo nessa teoria. E a Lêda é merecedora dos elogios do marido. Que comida deliciosa! (não permitida a divulgação do cardápio).

No final da tarde, foi instalado um teclado no terraço, o que possibilitou a descoberta de mais um artista na Turma – o Amorim. Apareceu, também, um violão bem desafinado, com a capa toda empoeirada pela constante falta de uso, o que dificultou os arranjos do José Nelson. Foi uma tarde muitíssimo agradável. "Obrigado amigos. Estamos à disposição, para outros eventos dessa natureza, quem sabe no salão de artes ligado com a piscina". Era assim que o João Carlos se dirigia aos companheiros, quando, ao fim do dia, mesmo querendo permanecer, despediam-se para retornarem às suas casas.


I SESSANTA ANNI DA LUIGI


Alegria!

Luiz Bernandini também rompeu a barreira de 60 anos. Foi no dia 15 de abril de 2001. Para comemorar seu aniversário, reuniu toda a família italiana, liderada pela Mamma Raimonda. Entre os amigos, muitos bequeanos de todas as descendências. A festa foi na área de lazer de seu condomínio, na Barra da Tijuca. Para assar as carnes, foi contratado um churrasqueiro gaúcho, todo vestido a caráter. Serviram as mesas rapazes e moças jovens com aspecto muito saudável. As moças eram muito bonitas e provocaram as seguintes reações nos solteiros da Turma:

O Land "mexeu em forma", "ciscou muito" e disse muitas bobagens (como sempre). O Luís Mauro insistiu junto ao Dr. Danilo Cubas para que lhe receitasse uma das moças, duas vezes ao dia (cuidado com a "overdose"!).


O Bené discursa e ninguém ouve.

O Bené ganhou muitas garrafas de uísque, presente que ele mais adora. Alguém lhe pregou uma peça, levando um cinto e um cachecol (como usá-los?). Quando chegava um colega da Turma 57-BQ, ele levava à presença da Mamma e dizia, por exemplo: "Lembra do Zé Nelson? Não saía lá de casa junto com o Luzardo. Ela ficava em dúvida, mas se alegrava ao saber que o José Nelson era amigo do Luzardo. E indagava: Como vai o Luzardo? Nunca vimos o "safo" do Zé "tão em altas" para responder a uma pergunta.


O Zé Nelson abocanha o microfone na festa do Bené.

Lá pelas tantas, apareceram uns artistas para instalar o som e tocar músicas para dançar. O líder do grupo era o cantor, um tremendo intérprete de músicas nacionais e internacionais. Começou abrindo com Unforgetable... Foi muito aplaudido e ouviu-se uma voz dizendo: "De onde saiu esse cara? Sensacional!". Depois, o cantor atendeu a pedidos.


- O Bené e alguns de seus milhões de amigos

Uma senhora amiga da família do Bené, para animar o baile, tirava os homens distraídos para dançar (as mulheres destes não a consideraram muito amiga). Deu para perceber que alguns cavalheiros tentavam "pular fora", mas os distraídos ou encurralados "sífu". Como dançava mal a intrometida! Luigi, se ela for sua parenta de verdade (não vale, por afinidade), a gente muda tudo que foi dito. Se for só amiga, fica como está. Desculpe-nos a brincadeira, Bené. É para alegrar mais a sua vida, que sabemos bem vivida, com muito trabalho em todas as Unidades em que serviu na ativa, e, ainda hoje, no SIVAM. Sabemos que, com seu jeito alegre, você conquista todas as pessoas à sua volta, e, num ambiente fraterno, mobiliza-as para os objetivos da Instituição. Parabéns pelo seu sucesso profissional e familiar. Gratos por sua amizade.


BRONQUINHA? EU?!

Injustiça!!!

Havia um tempo em que era gratificante ser um dos representantes da Turma 57-BQ / Aspirantes 62. E porque não dizer: apaixonante! Como é de conhecimento geral, cumpre à Representação promover a saudável confraternização dos integrantes da Turma. Para tanto, um trabalho contínuo é feito discretamente. Procura-se estabelecer um planejamento e uma coordenação de ações em busca da integração de pessoas e de idéias. E, principalmente, de IDEAIS. Mas nem tudo é perfeito. Divergências ocorrem sobre a validade de determinadas ações, ou, simplesmente, sobre a forma de sua execução. Quanto a mim, pelo longo tempo de constante exposição nas funções de Coordenador, tenho sido alvo de incompreensões, antes pequenas e esporádicas, agora pesadas e freqüentes. As divergências estão descambando para a discórdia, particularmente, entre os Representantes, talvez pelo estresse de alguns, ou talvez pelo temor de outros em inovar e arriscar, preferindo a comodidade do óbvio (ver artigo intitulado Em Obras, na edição de Mai-Jun/99). Até os companheiros tradicionalmente moderadores estão extrapolando surpreendentemente. Pensava eu que as incompreensões fossem episódicas e passageiras, pois tudo passa na vida. Confesso que, com meu temperamento de ariano, às vezes apelo para uma "bronquinha" para tentar resolver algum problema (geralmente dos outros). Lembro-me de um "lance" que tive com o Montero (57-44), no regresso de Barbacena, do encontro dos 40 anos. Sendo eu o guia do ônibus do circuito por São João Del Rey, "fiz uma vaquinha" para comprar duas garrafas de uísque, refrigerantes e gelo. Uma das garrafas, em poder do Montero, foi zerada nos primeiros 50km de viagem. Já pegava a segunda ampola, quando fiz uma intervenção para que também fossem servidos os demais companheiros que contribuíram e para que o uísque durasse até o final da viagem - ou quase. O Montero, com palavras desconexas, "falou um monte de bobagens". Aí "engrossei", e sua esposa se apavorou, achando que eu iria dar uma garrafada na cabeça do marido. Até que me ocorreu pela cabeça essa idéia, mas ele é careca e o uísque custou caro. Para ver como "as coisas passam", na reunião mensal seguinte, o Montero foi o primeiro colega com quem falei. Beijei sua careca, como prova de amizade.

Com o Padrão, também, perdi a paciência. Carinhosamente chamado de maluco-beleza (não por mim), ele é o maior "peixe" do José Nelson e do Land. É emocionante ver os dois ouvindo suas aventuras, suportando as gozações e respondendo a perguntas e mais perguntas. Ao Land perguntou se voava avião a jato, se conheceu todos os Estados do Brasil e se já viajou para o exterior O Land respondeu que a FAB lhe deu a oportunidade de voar muito e conhecer muitos lugares. Fui testemunha de que o famoso "gepesista" não esnobou (foi generoso), nem mesmo lhe disse que funções exercera ao longo da carreira: Piloto da Fumaça, Oficial-de-Gabinete do Ministro (Assessor Parlamentar), Checador do DAC, voando pela Aviação Comercial. O Assis Brasil já foi a "bola da vez" (leia-se o "pele da vez"). Agora ele, o Padrão, está ensaiando para cima do Seixas. O Neves, o Luís Mauro e eu mesmo fomos tripudiados pelo nosso escritor revelação de O Con*dor e deixamos passar os artigos para publicação sem oposição. A meu respeito o Padrão disse: "O 57-40 é o maior bronquinha da nossa turma. Dá bronca até na própria sombra"; e muito mais. Esqueceu de falar de outras coisas que teria feito por ele, inclusive atender a uma ligação à meia-noite e meia, para conversar, em um dia, ou melhor, em uma noite em que estava carente. Uma coisa eu não pude ainda fazer por ele, juntamente com o Brasil e Reis: obter uma aposentadoria digna: a metade da pensão deixada por seu pai, falecido no posto de capitão, pensão esta acumulável com seus atuais proventos, já que foi aposentado por enfermidade que assegura essa possibilidade. Advogado nos circuitos, legislação à mão, reunião de documentos, tudo a depender da assinatura de sua filha em documento hábil. O Padrão mora em Campo Grande e a filha em Pedra de Guaratiba (que pertence aos domínios de Campo Grande). Quando indagado se procurou sua filha, dois meses depois do momento em que "caímos em campo", disse que "ainda não, por não ter dinheiro para o ônibus" (é mole?). Reação minha: dei-lhe uma tremenda "bronca", tentando chamá-lo à realidade. Deixo a julgamento de todos os companheiros, se a atitude foi válida. Eu mesmo tenho dúvidas, mas penso que foi "a coisa certa que não deu certo".

Sobre esse tema interessante, o Cardoso compôs uma música, cuja letra começa assim: "João, aqui todo mundo é igual, eu sei que um piti é normal... Há sempre um merecedor". Isto foi por conta de uma "aloprada" que dei em certo encontro da Turma, quando tentava transmitir um aviso de interesse geral. Sei que falo baixo e não consegui despertar a atenção dos presentes, a conversar animadamente. Reconheço que a bronca não foi válida. Apesar disso, fui premiado com uma canção do Cardico que muito me agradou. Só isso já legitima a bronca. Mas também levei broncas, sendo as mais pesadas as do Almir e do José Nelson, sem direito a defesa. O Almir já me perdoou, e sempre me trata com muita consideração. O José Nelson, não sei não. Ultimamente... (Deixa pra lá). Então vamos "computar" com a ajuda do Duncan, o meu "engenheiro de defesa". Em cinco anos, integrando a Representação, registramos três broncas dadas. Deduzindo as duas recebidas (do BL e do Zé), temos o seguinte resultado: 3-2=1 bronca líquida e certa. Considerando o tempo de "exposição com a respectiva na janela", temos 1÷5=0,20 bronca anual (no singular, por ser o resultado menor do que a unidade). Resposta ao problema: O "bronquinha" não merece nem o diminutivo, porquanto comete apenas 0,20 bronca anual, valor desprezível.

CQD.

57-40, João Carlos


HISTÓRIA E TRADIÇÃO

Inspirados na intensa vibração do nosso Maj-Brig-do-Ar Antônio dos Santos Seixas que, na sua cerimônia de despedida do Serviço Ativo, "puxou" a canção Bandeirantes do Ar e o Hino dos Aviadores Brasileiros, decidimos criar, em O Con*dor, um espaço intitulado "História e Tradição", para enaltecermos fatos e feitos de nossa querida Turma, de nossa eterna Força Aérea e de nossa amada Pátria. Começaremos com um estudo da letra do Hino Nacional Brasileiro, transcrevendo inicialmente um artigo de A. A. ASSIS e depois um artigo enviado o pelo Luzardo, ainda sobre o mesmo tema, transcrito no Diário do Nordeste,.


A LETRA DO HINO NACIONAL BRASILEIRO
(Artigo de A. A. Assis, publicado em O Mocibras,
nº 01, Janeiro/Fevereiro, Ano XXI - 2001)

Hino Nacional Brasileiro

Música de Manuel Francisco da Silva de Menezes
Letra de Joaquim Osório Duque Estrada
Adaptação vocal de Alberto Nepomuceno


I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece!

Gigante pela própria natureza
És belo, és forte, impávido colosso
E o teu futuro espelha essa grandeza,

Terra adorada.
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
O Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!


II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula:
— Paz no futuro e, glória no passado

Mas, se ergues da justiça a dava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme quem te adora a própria morte,

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Atendendo solicitação de leitores, faremos alguns comentários sobre a letra do Hino Nacional brasieileiro. A música foi composta por Francisco Manuel da Silva, em 1831, inicialmente com letra de Ovídio Saraiva de Carvalho. A letra hoje oficialmente adotada é de Osório Duque Estrada, e foi cantada pela primeira vez em público no dia 6 de setembro de 1922, véspera do centenário da Independência do Brasil.
O poema de Osório Duque Estrada apresenta, realmente, alguma dificuldade de compreensão. Vejamos, porém, o que é possível fazer para ajudar. Vale lembrar que o centenário da Independência era motivação muito forte na época, daí iniciar-se o Hino com os célebres versos:
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/ de um povo heróico o brado retumbante.
Quem estudou análise sintática suou para encontrar aí o sujeito. O recurso é remontar a oração, colocando-a em ordem direta:
"As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico".
Agora ficou mais fácil. Sujeito: as margens plácidas. E margens ouvem?!... Metaforicamente, podem ouvir sim. As margens plácidas (calmas, tranqüilas) do riacho Ipiranga ouviram o brado (o grito) retumbante de um povo heróico (o povo brasileiro, ali representado por Pedro I, que bradou: "Independência ou morte!").
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, / brilhou no céu da Pátria nesse instante.
No momento em que Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil, o sol da liberdade brilhou no céu da Pátria.
Se o penhor dessa igualdade / conseguimos conquistar com braço forte, / em teu seio, ó Liberdade, / desafia o nosso peito a própria morte.
Em outras palavras: se, com braço forte (coragem, determinação), conseguimos colocar-nos em condição de igualdade em relação a Portugal e às demais nações independentes, agora, que somos livres, nosso peito desafia a própria morte.
Ó Pátria amada, / idolatrada (idolatrada no sentido de muito querida), / Salve! Salve!/ Brasil, um sonho intenso, um raio vívido/ de amor e de esperança à terra desce,/ se em teu formoso céu, risonho e límpido,/ a imagem do Cruzeiro resplandece.
Entenda-se: se as estrelas que formam a constelação do Cruzeiro do Sul resplandecem no céu formoso, risonho e límpido do Brasil, desce à terra um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança (como se o poeta visse uma chuva de amor e de esperança derramar-se sobre o país).
Gigante pela própria natureza, / és belo, és forte, impávido (intrépido, sem medo), colosso, / e o teu futuro espelha essa grandeza.
O autor espera que o futuro do Brasil seja tão grande e belo quanto é grande e belo este país.
Terra adorada, / entre outras mil, / és tu, Brasil, / ó Pátria amada!/ Dos filhos deste solo és mãe gentil, / Pátria amada, / Brasil!
Simplificando: o Brasil, a mais querida de todas as terras, é a mãe gentil dos filhos deste solo, isto é, de todos os brasileiros.
Deitado eternamente em berço esplêndido
Esse é o verso mais polêmico do poema de Osório Duque Estrada. Culpa do "deitado" que seria no mínimo injusto caso fosse tomado ao pé da letra. Afinal de contas, o brasileiro não tem nada de preguiçoso. Ao contrário: é um povo que trabalha muito, embora geralmente ganhe pouco. Poesia se faz com metáforas. O que o poeta certamente quis dizer foi que o Brasil se estende sobre um território esplêndido (do verbo esplender, que significa brilhar, resplandecer). Com tantos minerais preciosos, é fácil pensar em brilho. O poeta via o país "deitado" (estendido) em cima de um chão esplendente (resplandecente), um "berço" forrado de ouro, prata, diamante, esmeraldas etc. Ao som do mar (ouvindo a canção das ondas ao longo dos 8 mil quilômetros da costa brasileira), e à luz do céu profundo (embaixo de um céu cheio de luz),
/ fulguras , ó Brasil, florão da América, / iluminado ao sol do Novo Mundo.
"Florão", como está nos dicionários, é um ornato de ouro ou de pedras preciosas, em forma de flor, geralmente aplicado em coroas de reis. O poeta via o Brasil como uma grande e reluzente flor embutida no coração do Novo Mundo (a América).
Do que a terra mais garrida (alegre, bonita, vistosa) / teus risonhos lindos campos tem mais flores, / "nossos bosques têm mais vida, nossa vida", / no teu seio, "mais amores".
Exaltação às belezas naturais do país. O trecho entre aspas, acima, é de Gonçalves Dias.
Ó Pátria amada, / idolatrada, / Salve! Salve!/ Brasil, de amor eterno seja símbolo / o lábaro que ostentas estrelado,/ e diga o verde-louro dessa flâmula/ paz no futuro e glória no passado.
Em ordem direta fica mais fácil: "Brasil, o lábaro estrelado que ostentas (a Bandeira Nacional, com as estrelas que representam os estados) seja símbolo de amor eterno". "E o verde-louro (verde-amarelo) dessa flâmula (Bandeira) diga (signifique) paz no futuro e glória no passado". Verde é símbolo de esperança. Louro é sinônimo de amarelo ("cabelos louros") e é símbolo de triunfo, glória ("os louros da vitória"), de onde também láurea, laurel. O poeta, utilizando esses recursos de retórica, expressa o seu desejo de que o louro (amarelo) da Bandeira signifique as glórias alcançadas pelo Brasil no passado, e o verde indique a esperança de um futuro de paz.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,/ verás que um filho teu não foge à luta,/ nem teme, quem te adora, a própria morte.
Em ordem direta:
"Mas, se ergues (ó Brasil) a clava forte (as armas) da justiça (para defesa da Pátria), verás que um filho teu (um brasileiro) não foge à luta, (e que) quem te adora não teme a própria morte."
Terra adorada,/ entre outras mil,/ és tu, Brasil,/ ó Pátria amada!/ Dos filhos deste solo és mãe gentil,/ Pátria amada,/ Brasil!


CHORINHO BRASILEIRO


(Artigo trancrito de O Diário do Nordeste
de 15/05/01, enviado pelo Luzardo)

Acreditem ou não, vou-lhes contar. Certa noite, ao entrar no meu gabinete, vi, no mapa-mundi que tenho na parede, o Brasil chorar. – "O que houve, meu Brasil brasileiro?" perguntei-lhe. E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: - "Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo. Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era fúlgido e brilhava no meu céu, a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e, dos filhos deste solo, era a mãe gentil. E era gigante pela própria natureza que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que, às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde-louro de minha flâmula".

E, não suportando as chorosas queixas do Brasil, saí de casa e fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... "Conseguiremos salvar este País sem braços fortes?" Pensei mais... "Quem nos devolverá a grandeza que só a Pátria nos traz?" Voltei ao gabinete, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido. Lá fora, nas ruas e praças, já estão sendo feitos os preparativos para os comícios. "Quem salvará o Brasil?" Perguntei a mim mesmo, como se tivesse a resposta. Eu? Tu? Ele? Nós? Vós? Eles? Ninguém isoladamente, certamente. Talvez, quem sabe, uma conjugação?

MINO


A CRISE É DE NOSSA CULPA

Não só a da energia, mas de todo desperdício de nosso país, sendo a crise moral, a anomia, a pior delas. Nossa cultura virou um lixo; nosso caráter pilantra é o orgulho nacional. Nós rimos, mais que hienas, de tudo que acontece e, passiva e covardemente, continuamos a esperar que um dia tudo vai melhorar, que alguém vai fazer alguma coisa e seremos beneficiados sem esforço, sem luta, sem guerra, como bons carneiros ou cabritos que não berram. Somos culpados, porque votamos errado, porque não vigiamos e porque não nos defendemos. CHEGA!!! A ofensa à nossa inteligência chegou ao auge com essa MP = Mais Palhaçada de um "cara" que não é meu Primo nem Parente e que invade minha integridade com ameaças que nem a ditadura foi capaz de inventar.

O governo sabia que faltaria energia há mais de 12 anos. Nada foi feito e agora querem culpar São Pedro pela falta de chuva. Quem deveria pagar multa seria o governo e todos os políticos e safados que desviaram nosso dinheiro - "Georginas", "Lalaus", "Cacchiolas" e uma lista inteira de páginas negras. A população seria capaz de economizar, de evitar desperdício com apelo decente, com pedido de colaboração em vez de ameaças truculentas. Agora é hora de implantar um Estado de Moral, não um Estado de Direito ou de Sítio ou de Calamidade. O estado de demência da política brasileira requer camisa de força em todos os poderes. Devemos fazer já o que fazemos em nossas casas ou empresas quando é necessário gerenciar a crise, que não acontece para quem sabe planejar. Vamos começar por cortar 1/3 de todos os canalhas que vivem com 1/3 de tudo que pagamos na forma de impostos. Cortar 1/3 dos Ministros, Senadores, Deputados Federais e Estaduais, Vereadores e de toda a corja que invade as repartições públicas. Vamos acabar com a "Casa da Mãe Joana", o bordel onde ninguém manda. Eliminar todos os corruptos, "cassáveis e renunciáveis", que fogem das responsabilidades como ladrão das cadeias. Vamos implantar uma CPI = Comissão de Povo Indignado, não dos réus que querem ser seus próprios juízes, da mesma panela que se reveza para levar sua vantagem. Nós, os dignos, os íntegros, os cumpridores do dever, é que devemos julgar os que estão no poder, os que elegemos erradamente, ou que chegaram lá, sem competência para fazer a Nação crescer. Vamos fazer uma democracia saudável para não acharmos que é melhor voltar a uma ditadura esclarecida mais decente do que a ditadura imbecil que aí está. Saia de sua zona de conforto, economize energia, desligando a televisão e conversando com mais pessoas para agirem em defesa de seus direitos e do futuro de nossos filhos, esclarecendo os mais enganados pelas promessas anteriores às eleições.

57-141, Fullmann



Nota da Redação:

"QUERIDOS AMIGOS DA TURMA QUASE PERFEITA:"

Com o endereçamento do título acima, o autor, um destacado integrante da Turma, encaminhou ao Editor de O Con*dor uma mensagem muito interessante, plena do mais fino humor e da mais requintada ironia, em que comentava a gênese e as conseqüências do último ato da ópera bufa em que tranformaram a Administração do País - ato que recebeu o nome de "Apagão". Como o conteúdo abordava o mesmo assunto do primoroso artigo no nosso companheiro Fullmann, mas com outro enfoque, com outro estilo e com outra linguagem, embora tivesse o mesmo espírito, a Redação resolveu publicá-los em colunas contíguas, para que os leitores pudessem confrontá-las e perceber como o gênio dos articulistas pode, a partir dos mesmos fatos, chegar a conclusões semelhantes, por vias tão diversas.

Mas, depois que o autor da mensagem recebeu uma primeira aproximação desta edição para correções, devolveu-a com observação manuscrita e rubricada em que dizia: "Não autorizo a publicação, por não considerar tema conveniente ao Condor". Diante disso, a mátéria foi substituída. Perderam os leitores. As outras sugestões de se suprimirem:

1) O Hino Nacional Brasileiro - por "roubar espaço de outros assuntos de interesse" (*);
2) O artigo do Fullmann - por conter "assuntos de natureza política"
3) O do articulista Mino, de O Diário do Nordeste e o Pensamento de O Con*dor por "não serem de interesse da Turma" (**),

não foram consideradas.

Dois esclarecimentos:

(*) Nada disponível deixou de ser publicado; (**) Nenhum dos itens citados é de natureza político-partidária, mas são, sim, de interesse de todos os brasileiros, inclusive, os da Turma, além, de virem assinados por seus autores.

Uma dúvida:

Se não era para ser publicada em O Con*dor, porque a mensagem foi enviada ao Editor, endereçada aos "Queridos Amigos da Quase Perfeita"?

Um provérbio:

"Tem caroço por baixo desse angu!" (usado pelo missivista arrependido na matéria suprimida e que lhe serviria de título.

A REDAÇÃO


FOMOS POUPADOS DA VITÓRIA

Nas últimas eleições para o Conselho Deliberativo do Clube de Aeronáutica, alguns integrantes da Turma, liderados pelo Edison Martins, concorreram com a Chapa 2000. Ao contrário do que foi "espalhado", esses companheiros, entre os quais, o João Carlos, o Luís Mauro, e também, os demais integrantes da chapa, em nenhum momento se apresentaram como oposição à atual administração do Clube ou à Chapa Azul que também concorria ao Conselho. A Chapa 2000 pretendia, sim, ser uma alternativa oferecida aos sócios do Clube, já que entre os os seus constituintes havia muitas pessoas capazes, cujas idéias, transformadas em planos, muito bem poderiam ser úteis neste momento de crise por que passam o nosso Clube, a nossa Força e o nosso País. Quiseram os eleitores que fosse vitoriosa a Chapa Azul. Isso não fez a Chapa 2000 sertir-se derrotada. Pelo contrário, todos saíram vitoriosos: a Chapa Azul, que ganhou a eleição; a Chapa 2000, que, com a sua participação, deu legitimidade ao processo, que bem poderia servir de exemplo aos políticos de plantão, pelo alto nível da postura ética mantida pela partes durante todo o processo; e, sobretudo, saíram vitoriosos os sócios do Clube de Aeronáutica, que, pela primeira vez, em cinqüenta anos, puderam optar. E optar entre duas equipes boas.

Cumpre lembrar que, também, da Chapa Azul participaram companheiros da Quase Perfeita, entre eles, figuras de proa, como o Duncan e o Pontes. Para traduzir o espírito com que foi recebido o resultado das eleição, e, ainda, para homenagear aqueles que, com grande sacrifício, compareceram para depositar os seus votos, publicamos, logo abaixo, a Carta do Ten-Cel José Augusto Santana de Oliveira, um dos integrantes da Chapa 2000, ao Maj Ref Miranda, que, apesar de hospitalizado com sérios problema cardíacos, foi ao Clube e votou. Que lição para aqueles que votam em branco ou anulam o voto!

Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 2 001.

Companheiro "Mirandinha",

Permito-me chamá-lo assim, pelo grau de amizade que em tão pouco tempo assumimos, dando-me tal intimidade. O principal motivo desta carta é um só: agradecer pelo esforço demonstrado para nos levar o seu voto até o Clube da Aeronáutica, na torcida para que nossos ideais sobrepujassem o continuísmo comprovadamente tão pernicioso ao nosso querido Clube. O resultado das eleições não nos foi favorável. Quem sabe, poupou-nos Deus da vitória. Entretanto vitorioso me senti quando vi três Oficiais ali comparecerem para cumprir, civicamente, um ato democrático: votar. Estes três Oficiais foram: você, Mirandinha, que, levado na "carona" do amor aos amigos, saiu do hospital e foi até lá; o Coronel Peres, que, mesmo cego dos dois olhos, votou com a visão do "querer"; e o Ten.-Brig. Paulo Vítor, que, sem poder andar, deu seu jeito e chegou lá para votar. Que bela demonstração de amizade e que lição de desprendimento e força de vontade. Só os amigos são capazes disso. A propósito, dizem até que "dois amigos cabem num dedal, mas dois inimigos não cabem no Universo". E quero que saiba, Mirandinha, o meu desejo, neste exato momento, é que as forças do Universo sejam despejadas sobre você, para que em breve possamos tê-lo de volta ao nosso convívio, ouvindo o já tradicional: "www.mirandinha@amigos.com.br".

Feliz Ano Novo! São os nossos votos para você e sua família.
Um abraço do

Santana Oliveira (Al. 63-114).


CORRESPONDÊNCIAS

Brasília-DF, 30 de maio de 2001.

Meu caro Seixas.

Li hoje, no O Con*dor Mar/Abr/2001, suas Palavras de Despedida e peço-lhe permissão para fazer delas meu caminho para me dirigir à autodenominada"Turma Quase Perfeita", não por falta de outra motivação, porque são muitas, mas pela bela oportunidade que ora se apresenta. Aquelas Palavras se reportam ao dia 7 de março de 1957, quando a "Quase Perfeita" começou a ser forjada, na EPC do Ar. Ali vocês (será que está certo eu dizer, vocês?) criaram e desenvolveram um invejável éprit de corp e delicadamente permitiram, uns mais, outros menos, que os "paraquedistas" fossem sendo admitidos, um a um, caso a caso, naquele clube fechado; isso se estendeu até o 2º Ano Aviador, quando o vôo nos uniu mais; naquele ano e só naquele ano, compreendemos que todos éramos da mesma Turma.

No 3º Ano, o vôo intenso, o índice de desligamento e a morte do Tatá naquela manhã de maio (foi o dia do meu solo no T-6), criou o amálgama da Turma e nos preparou melhor para enfrentarmos a morte do Fantasminha naquela tarde nublada e sombria de novembro. Ali já éramos "nós" e aquelas mortes nos atingiram a todos, a alguns mais e a outros menos, mas a todos. Os dias que se seguiram até aquela radiosa e inesquecível manhã de 21 dezembro de 1962, tão somente nos fez lembrar que, a partir daquela data mágica, quase intangível, viria um amanhã que ainda era uma incógnita. É ai que você passa a ser minha motivação de hoje, exatamente para eu dizer a mim mesmo que eu também sou da Turma Quase Perfeita e que também devo dizer de minha satisfação por pertencer a ela.

Assim, como você, mas numa tarde ensolarada de fevereiro de 1959, despedi-me de minha família, no Aeroporto Dois de Julho, em Salvador-BA, indo para a Escola de Aeronáutica. Confirmada a chegada do C-47, meu pai aproximou-se, abraçou-me e se despediu, dizendo-me apenas: "Juízo!" Foi como ir para o desconhecido. A partir dali, nada mais foi igual para mim. Os anos de Escola de Aeronáutica todos conhecemos e, sobretudo, nos conhecemos a ponto de, hoje, podermos julgar, de longe, se fulano ou beltrano fez ou não fez isso ou aquilo, de certo ou de errado. Costumo dizer que dormimos juntos por quatro anos, vendo-nos e avaliando-nos, um a um; por isso o julgamento de meus pares se afigura da mais alta importância para mim. É um julgamento preciso e fatal. Nesses quase quarenta anos, quase tudo nos aconteceu. Em razão da regra vigente, dividimo-nos entre Fortaleza e Natal; ir para a Caça ou para Bombardeio representava, para nós, mais do que uma atividade operacional: era um status. Não ser declarado Aspirante representava para o Cadete uma hipótese tão remota, que ele simplesmente a desconsiderava. Hoje isso se afigura interessante, mas era assim. Com o tempo, soubemos, todos, entender que, mais do que aviadores ou não aviadores, éramos Oficiais da Aeronáutica. O tempo de cadete logo era passado e as demandas seguintes, em razão da profissão, da carreira que mal começara, da família e dos muitos problemas, nos fariam esquecer, por um longo tempo, que havia "a Turma". Havia a vida a ser levada e a "Turma" era algo assim..., lírico e quase passado.

Tudo foi muito rápido e, de repente, demo-nos conta de que, em breve, a Turma teria Brigadeiros; era algo místico, mas quando vieram as promoções a Major-Brigadeiro, a Turma percebeu que sua trajetória já ia longe. A relação 73 Aspirantes-Aviadores para dois Tenentes-Brigadeiros, bem dá dimensão do desafio do qual jamais nos demos conta. Cada um de nós tem um conceito de cada um na Turma; mas há denominadores comuns naquela conceituação. Trata-se daqueles "valores morais, pelos ensinamentos, pela vibração e pelo patriotismo" que o Capitão-Aviador Joaquim Dário d'Oliveira soube transmitir e que muito influenciaram na formação militar daquela orgulhosa e fechadíssima Turma de 1957, da qual eu não tenho dúvida de que jamais fui parte, pela simples razão de que eu não estava lá, como, também, não tenho dúvida de que ela foi o esteio desta Turma 57-BQ / Aspirantes 62, a que pertenço. Que justo orgulho deve sentir o Capitão Dário, em ser merecedor de tão elogiosa e despretensiosa referência, particularmente porque vinda de um homem de caráter ilibado como o Seixas? Poucos homens são credores de tão elevada deferência e posso testemunhar que aquela fechadíssima Turma 57-BQ sempre teve o Cap. Dário em alta conta.

Com a permissão de meus colegas de Turma, devo dizer que, como o Seixas, só o Manoel - exemplos de trabalhos sérios e de intransigência para consigo mesmos, que engrandecem a Turma e a FAB. Permitam-me também algumas outras referências ímpares: a superior pilotagem do Pato; o equilíbrio do Archimedes; a sinceridade e a lealdade do meu amigo Luzardo; o superior desempenho do Duncan (em tudo); o profissionalismo do Vinícius; o trabalho árduo e sem alarde do Lencastre; a dedicação à ciência, do Reginaldo; a presença inesquecível do Fergunson; a seriedade do Aires; a inteligência do Luís Mauro; a firmeza do Curtiss; o bem sucedido esforço de superação do Weber; a objetividade do Drummond; a ponderação do Luiz Ribeiro e a responsabilidade do Toledo, entre muitas outras. Cada um de nós traçou seu destino e edificou seu conceito ao longo desse quase meio século; perante si, perante seus companheiros de turma e de farda e perante sua família. A pergunta é: assim como o Seixas (e o Manoel), quem "leva consigo a sensação do dever cumprido e a paz na consciência de ter realizado, ao longo da carreira" , um trabalho sério e profícuo em prol da FAB e do País e ainda assim "não se sentir devedor, pela certeza de sua retribuição com seu trabalho, com seu sacrifício, com sua lealdade e com sua dedicação?" Cada um de nós tem sua própria resposta. Tenho lido O Con*dor e assim tenho acompanhado a trajetória de alguns. De minha parte, fui para a Aeronáutica por ideal; meu desempenho e minha conduta são do domínio de meus colegas de Turma; trata-se daquele preciso e infalível conceito paralelo. Adiante, percebi que deveria pensar em outros rumos e em 1981, como Tenente-Coronel, decidi estudar Direito, como um preparativo para o amanhã. Concluí o curso em 1986, em Brasília.

Em 1987, já Coronel, passei para a reserva e fui para a INFRAERO, onde passei três anos e onde muito aprendi. Saí em 1990 e montei um escritório. Foram anos de adaptação e de nova acomodação. Estudei e trabalhei. Pratiquei o comércio e a advocacia. Ouvi de uma advogada experiente que o aprendizado do direito e da advocacia passava inexoravelmente pela leitura diária do Diário de Justiça e pela freqüência aos Cartórios das Varas dos Tribunais de Justiça. Assim fiz. Mas em dezembro 1991, por uma incrível oportunidade e coincidência, voltei a pilotar, o que não fazia desde 1987. Em 1992 fui contratado pelo grupo econômico a que ainda pertenço, como piloto executivo. Voei muito. Diurno e noturno. Solo e a dois. Mono e bimotor. Convencional, turbo-hélice e a jato (Citation II). Ali minha experiência anterior, de Oficial-Aviador, foi de superior valia. Mas meu objetivo declarado estava na Assessoria Jurídica do Grupo. Numa certa tarde de abril de 1993, a Chefe daquela Assessoria me perguntou se eu estava em condições de assumir a assessoria jurídica de uma das empresas do Grupo. Respondi: nem pensar. Ela disse: pois é melhor o Sr. se preparar, porque será amanhã, às 8 horas. Um desafio. Fui e ainda estou naquela Assessoria, na holding do Grupo, advogando. Muito trabalho e nada a reclamar. E mantenho a pilotagem em dia. A saúde também. Esse sou eu, hoje. Obrigado, Seixas, pelo exemplo que você, o Manoel e outros deixam na Turma. Com vocês, penso que nos tornamos maiores.

Abraços.

José Euclides (Al. 59-350, Cad. 60-069)


Prezado Luís Mauro

Na edição Jan-Fev/2000 você solicita matérias sobre o Melchi. Embora de imediato se pense na alegria contagiante e gozadora do nosso muito "Amado" MACARRECO, a lembrança mais forte que me vem à mente retroage a maio de 1958, num contexto extremamente sentimental. Embora tenha acompanhado todos os ensaios para o show comemorativo do aniversário da Escola, não pude conter a emoção no quadro em que o Melchi declamava o poema do Pontes (57-09), alusivo ao dia das mães. Naquele dia, o menino de então chorou...
Um forte abraço,

Elson (57-139)

É isso aí, Elson.
Quando duas "feras" como o Melchi e o Pontes se juntam na poesia, para falar de mãe, o resultado só pode ser este: as nossas lágrimas emocionadas!Obrigado pela contribuição, meu amigo.

Luís Mauro (57-04)


Meu querido Luís Mauro,

Quando recebi a edição de Nov-Dez/2000, pensei que fosse inigualável, que, com ela, O Con*dor tivesse atingido o seu máximo, que fosse impossível melhorá-lo. Mas quando recebi a de Jan-Fev/2001, vi o quanto eu estava enganado. A cada edição O Con*dor fica melhor, se é que se pode dizer assim. Muito boa a reportagem sobre a Visita aos Companheiros do Sul. Deu uma idéia muito precisa do que aconteceu e fez com que nós, que não pudemos ir, tivéssemos a exata dimensão da nossa perda. O Padrão continua genial. Gostei muito do artigo dele. A partir de agora, quem insistir em fugir das nossas reuniões vai ter muito o que justificar. E o poeta Gasparello? Quanta sensibilidade! Vamos torcer para que ele publique logo o seu livro, quem sabe, pela "Editora O Con*dor". Também me emocionei muito com a sua fábula. Que Deus continue a inspirar todos vocês. Olhem aí! Eu já estou até falando em Deus!

Um abraço muito forte do

José Nelson (56-86)


Prezado Luís Mauro,

São seis horas da manhã, mas eu não poderia sair para o trabalho sem mandar esta mensagem. Não dava para esperar mais! Quando cheguei à minha casa ontem de noite, encontrei O Con*dor de Jan-Fev/2001 que o Amorim me enviou. Imediatamente, comecei a ler. A minha emoção foi imensa! Cada matéria melhor do que a outra! Excelente o Rumo aos Pampas. Não pude conter as lágrimas quando recordei os momentos muito felizes que vivi nesse passeio da Turma. O humor do Padrão é extraordinário. Em Nós Gostamos de Você e Queremos Revê-lo, ele consegue, como sempre, manter a força do texto da primeira à última palavra. Também gostei muito do Papo com Uísque, onde o José Nelson, mais uma vez, demonstrou toda a sua capacidade de captar a poesia que existe na realidade à sua volta. Finalmente, emocionou-me demais o seu O Pagador de Contas. Você tem razão quando diz que o assunto é atual. Eu mesmo vivi, recentemente, uma experiência em tudo semelhante. Como doem as iniqüidades desse tipo! Meus parabéns a todos.

Um abraço,

Brasil (57-18)

Estimados José Nelson e Brasil,

Ouvir isto do poeta e compositor e do webmaster da Turma deixou a todos da Redação de O Con*dor muito emocionados, agradecidos e felizes.Muito obrigado e um grande abraço.

Luís Mauro (57-04)


ARS GRATIA ARTIS


Em consonância com o Programa de Trabalho divulgado, inauguramos esta coluna, Ars Gratia Artis, para divulgarmos os trabalhos de talentosos integrantes da turma 57-BQ, no campo das artes plásticas, da música , da literatura e de outras formas de manifestação transcendental. Vamos começar com o aviador, pianista, escritor, JORGE LONGUINHO (nome artístico: J. Longuiño), na oportunidade de belíssima exposição de quadros de cinco consagrados artistas da eterna cidade maravilhosa, no período de 19 de abril a 5 de maio, no Forte Copacabana. A prefeitura da cidade do Rio de Janeiro e o Museu Histórico do Exército promoveram este encontro de artistas com o povo, sob a denominação de Rio em Cinco Estilos. Ao coquetel de abertura, compareceram vários companheiros de Tuma, que puderam apreciar "cinco apaixonadas visões do Rio", no dizer da Associação Brasileira de Críticos de Arte"..


O Programa da Exposição Rio em 5 Estilos

J. Longuiño nasceu no Rio de Janeiro, em 9 de abril de 1939, e passou sua infância e sua juventude no tradicional bairro da Tijuca. Ainda menino, aprendeu a tocar piano. E assim nós o conhecemos em Barbacena, o "veterano pianista", que preferia deleitar-se e à bicharada com música de qualidade a aplicar-lhe o maldito trote daquela época. Para sorte nossa, em 1958, o Al. 56-30 tornou-se mais um integrante da Turma Quase Perfeita. Segundo nos revelou, o Capitão Dário não o "refrescava", não deixava passar nada, talvez por seu jeito displicente de ser, displicência que não passava da aparência. Por isso, naquele mesmo ano, decidiu pedir desligamento da Escola. O homem de alma artística, a seu modo, cultiva seus ideais, e voar continuou a merecer a prioridade daquele jovem. Assim, prestou concurso para a Escola de Aeronáutica, reincorporando-se à Turma em 1960, no Curso de Formação de Oficiais Aviadores, (Cadete-do-Ar 60-115). Cumpriu todas as marcas exigidas por notáveis professores e rigorosos instrutores de vôo e de instrução militar e especializada. Assim, foi declarado Aspirante-a-Oficial em 21 de dezembro de 1962. Hoje é Coronel–Aviador da Reserva da Aeronáutica, tendo prestado excelentes serviços à Força Aérea, nas inúmeras funções que desempenhou ao longo da carreira, entre elas, uma de grande relevância, a de Instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).


J. Longuiño, ao lado de uma de suas criações

Longuiño nunca deixou de lado o piano, ideal de sua família e, ainda hoje, o toca para o deleite pessoal e dos amigos. No entanto, seu ideal de artista desenvolveu-se profissionalmente no campo das artes plásticas, a partir dos quarenta anos de idade. Na reserva, passou a dedicar-se integralmente à pintura, consagrando-se como impressionista, que vê a Cidade no seu intenso reboliço do dia-a-dia, a metrópole dinâmica, moderna, dramática. Nosso companheiro também faz incursões no universo da literatura, tendo publicado um livro de crônicas: Conversa de Atelier. Deliciosa leitura, afirmam os que o leram, mesmo aqueles não ligados às artes. Muitos de nós ainda não tiveram acesso ao livro, mas, agora, quem não o leu, lerá!

Bravo J. Longuiño!
Nós nos orgulhamos muito da sua arte!


BARBACENA 45 ANOS
Primeira Chamada!

Dando continuidade ao Programa de Trabalho para este ano, a Representação da Turma reuniu-se no dia 8 de maio, para, entre comes e bebes, apurar o resultado da consulta formulada a todos os nossos companheiros, sobre as comemorações dos 45 anos de existência da Turma 57-BQ / Aspirantes de 1962. Além da consulta por cartas, enviadas pelo Amorim, foram feitos contatos pessoais e por telefone, além de recolhidas sugestões nas reuniões, no Clube de Aeronáutica, reuniões essas que estão cada vez mais divertidas e animadas.

Ainda que muitos não se tenham manifestado, seja por confiarem nas decisões da Representação, seja por problemas relacionados à idade, seja por preguiça mesmo, as informações colhidas permitem-nos identificar as preferências e definir as tendências da maioria dos integrantes da Turma Quase Perfeita. Pontos definidos:

1. Local - Cidade de Barbacena (poucas sugestões para os Afonsos e a AFA);
2. Hospedagem - Hotel no centro da cidade, preferencialmente, o Hotel Lucape;
3. "Curtir" mais a cidade, envolvendo menos a EPCAr, que seria preservada para a comemoração dos 50 anos.

Atividades da programação festiva:

1. Jantar-show no Gino's, ou em outro local, com a "prata da casa" (ou seria "prata da Turma"?);
2. Reunião informal com a Diretoria atual da Sociedade Acadêmica;
3. Lançamento de um CD com as melhores composições da Turma;
4. Outras idéias e sugestões, que, uma vez apresentadas, começarão a ser avaliadas.

Para coordenar o Grande Encontro, foi convidado o companheiro Neves, 57-15, que escolherá os integrantes da Comissão de Festa para incumbir-se do planejamento e da execução das comemorações. O elenco de Artistas, denominado, provisoriamente, de "Prata da Casa", já foi escolhido. São eles: Cardoso, José Nelson, Seixas, Elson, Land, Ivan, Zilson, Luiz Ribeiro, Pontes e, ele, o Padrão. A cada número de O Con*dor, novas e sensacionais notícias desse Grande Encontro em BQ, em março de 2002.

Aguardem! Preparem-se!
Manifestem-se! Colaborem!

A REDAÇÃO


FAÇAMOS COM QUE NOSSA VIDA VALHA A PENA

Ajamos seletivamente, sem preocupações com o decurso do tempo. O nosso calendário está cheio de amanhãs, repleto de momentos disponíveis à nossa vontade, para realizarmos, até mesmo, as pequenas e simples coisas que ficaram esquecidas ou aguardando a nossa iniciativa e a nossa atenção. Usufruamos desta dádiva de Deus - a vida - em toda a sua magnitude.

(Extraído do BIP nº 31-DIRINT)


AUTORIDADES I


Os Coronéis Pöllhuber e Bernardini na reunião de fim de ano do SIVAM

Autoridades - este é o nome da coluna em que O Con*dor noticia sempre que um integrante da Turma assume função relevante ou é promovido. No início, era frequënte a presença dos companheiros. Mas o tempo foi passando, alguns se aposentaram, outros passaram para a reserva, e a coluna quase desapareceu. Nesse quadro, a Redação procurou por companheiros que estivessem no exercício de cargos importantes, sem que isso tivesse sido divulgado nas nossas páginas.


O nosso elegante Bené, assorbebado em seu gabinete.

Hoje, os homenageados são destacados colegas: Carlos José Pöllhuber (57-57) e Luíz Bernardini (57-157), que estão usando os talentos que Deus lhes deu para o sucesso do SIVAM - Sistema de Vigilância da Amazônia, respectivamente nas Superintendências da Amazônia e de São Paulo. Aos nossos diletos amigos, Pöllhuber e Bené, desejamos muito sucesso pessoal e felicidade, ao lado de suas famílias.


AUTORIDADES II


Após a posse, o Brig. Bhering conversa com amigos ilustres.

Mal havíamos redigido a coluna acima e mais um cometa brilha nos céus da nossa Turma. Em 6 de abril passado, assumiu a Direção do Museu Aeroespacial (MUSAL) o nosso companheiro Brigadeiro-do-Ar Márcio Bhering Cardoso (Al. 57-64), Retorna, assim, em grande estilo, ao "Ninho das Águias", no "tradicional e já lendário Campo dos Afonsos", desta vez para cumprir a nobre missão de preservar a História da Aviação Brasileira. Naquele "santuário", poderá o Bhering contemplar as aeronaves que pilotou ao longo de sua carreira e, também, as que pilotaram todos aqueles que o antecederam, muitos deles, heróis de nossa Pátria. Na fotografia, o Bhering conversa, após a posse, com os Coronéis Mora e Ribeiro, vendo-se, à direita, um dos ícones da FAB, o Ten.-Brig. Paulo Vítor e, ao centro, a encantadora filhinha Giovanna. Ao novo Diretor do MUSAL, nossos votos de muitas realizações.


IMPERDÍVEL!
Festa de N. Sa Achiropita

Aproxima-se o dia 19 de agosto. Nessa data, ocorrerá um dos mais gratificantes eventos do calendário da nossa Turma. Recomendamos, enfaticamente, a releitura das matérias publicadas sobre a Festa de N. S. Achiropita, na última página das edições de Mai-Jun e Jul-Ago/2000 de O Con*dor. Proximamente, seguirá carta da Represntação com a programação e as condições de adesão. Até breve, companheiros paulistas.


PENSAMENTO DE O CON*DOR

"Então, ele deve ser o Mussolini".

O nosso companheiro Luís Mauro, referindo-se à declaração do Sr. FHX de que, no Brasil, "O clima é de fascismo".


O CON*DOR

O Con*dor é uma publicação sem fins lucrativos, destinada à divulgação de assuntos de interesse da Turma 57-BQ/Aspirantes 62, a Turma Quase Perfeita. Está, porém, aberto a companheiros de outras turmas que, com ele, queiram colaborar. É editado, bimestralmente, sob a responsabilidade da Representação da Turma.

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