O CON*DOR (*) Nota da Redação.Boletim Informativo da Turma 57-BQ/Aspirantes 62
Ano IV - Nº 5 - SET/OUT 1999
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NOSSA "PHŒNIX"
O que significa BQ? Para mim (aliás, para nós, para os outros, para todos e para ninguém!), é irrelevante saber a origem do nome "BQ". Não importa se BQ foi o prefixo de uma emissora do Aeroporto da Cidade de Barbacena, a não ser como uma curiosidade! Importante, sim, é saber o que essas duas letrinhas maiúsculas significam para nós, primeiramente, no seu sentido concreto e, posterior, e, mais profundamente, no seu sentido abstrato, e emocional, e sentimental! Vamos então à decifração do que significa BQ, passo a passo: Em primeiro lugar, BQ é uma alcunha, um apelido! BQ significa para nós, a cidade de Barbacena. Mas, o que será um apelido? Um apelido é um nome pelo qual a pessoa se torna mais conhecida ou popular. Exemplos: 1) o meu nome de guerra é Padrão, mas meu nome é Amaury; 2) Real é o apelido do Pedro Paulo; 3) Pelé, o do Sr. Edson Arantes do Nascimento; 4) FHC, o do Sr. Fernando Henrique Cardoso
(Ô Padrão, você prometeu não baixar o nível!) (*) ; 5) Garrincha, o do Sr. Manoel Francisco dos Santos, o de Pau Grande; Etc., Etc., Etc. Logo, o apelido pode fazer parte do nome principal, ou não. Conclusão: "BQ" é o apelido da cidade de Barbacena, pelo menos, entre nós e muitos outros... Mas, será somente isso? Não, é claro que não! Barbacena, ou "BQ", se preferem, significa as nossas primeiras namoradas, as nossas primeiras experiências, os nossos primeiros beijos, o nosso primeiro amor. Barbacena significa os nossos sonhos, os nossos ideais mais elevados, as nossas esperanças, as nossas alegrias. Barbacena simboliza a era da "bossa nova", dos boleros, das canções românticas, de Elvis Presley, do nascimento do "rock and roll", simboliza a era de ouro de Hollywood, do "cinemascope", da construção de Brasília, de "JK" (outro apelido), Herivelto Martins, Dalva de Oliveira, e tantos outros. Barbacena simboliza o nosso amor pela Aeronáutica, a era do avião a jato, que apenas começava, da televisão em preto e branco, do computador a válvulas, de que apenas ouvíamos falar, e se chamava de cérebro eletrônico. Barbacena simboliza um Brasil sem inflação, sem desemprego, e, concomitantemente, sem recessão, com criminalidade insignificante, quase nula, sem assaltos a bancos, sem insegurança, com aposentadoria justa, com atendimento médico gratuito para toda a população, com liberdade e democracia, sem a famigerada "mídia" dos dias atuais, que nos impõe o que devemos comer, beber, usar após a barba e, até, em quem devemos votar! Para quem não é capaz de sentir, Barbacena foi apenas um sonho de criança - nunca existiu, não existe e, na verdade, nunca existirá! Se isso é ser realista, eu prefiro ser considerado um tolo, um louco, um visionário. Mas não, para nós que amamos e cremos, conseqüentemente, para quase todos nós, Barbacena não é apenas tudo aquilo que já se foi. Na verdade, Barbacena é, inimaginavelmente, infinitamente, incomensuravelmente, mais! Barbacena é o ar que nós respiramos, a água que bebemos, a comida que comemos! Barbacena é minha mãe, meu pai, meu filho, minha filha. É meu irmão e minha irmã (irmãos que não tive, porém os tenho, atualmente, em vocês, meus colegas da Turma Quase Perfeita e, também, em outros colegas, ex-alunos do Colégio Pedro II). Barbacena é minha tristeza e minha alegria, meu sonho e minha realidade, meu sucesso e meu fracasso, minha morte e minha vida, é meu tudo e é meu nada! Além de tudo isso, eu creio em Deus! Deus me ama e eu amo a Deus! Logo, se existo, Deus existe, e se Ele me ama, Ele satisfaz toda a vontade do meu coração!Senhor Deus! Neste momento, numa sentida oração, eu imploro: faze com que eu seja eterno, e que tudo o que eu amo e tudo em que eu creio se eternizem comigo! Eu amo minha mãe, que já foi para junto de Ti, assim como meu pai e meu filho (João Anselmo!). Eu amo meus colegas da "Turma Quase Perfeita" e meus colegas de Colégio Pedro II e, junto com eles, respectivamente, eu amo "BQ" e o próprio "CPII". E mais Te peço, Senhor! Que as coisas que amo, mesmo em minha imaginação, ainda que existam, ou mesmo que não existam, passem a existir e se tornem eternas junto comigo! Se minha mãe não existe, porque faleceu, que passe a existir; se meu filho e meu pai não existem pela mesma razão, que passem a existir.
Se a "Phœnix" da história foi queimada, a nossa "BQ" foi CONGELADA. Não importa! Juntos, faremos com que as neves que a congelaram se derretam e desçam a ladeira, e sigam pelo leito da estrada de ferro, descendo a escarpa da serra da Mantiqueira, e, serpenteando as montanhas, prossigam até se derramarem sobre as águas do Paraibuna! E daí ao Paraíba do Sul, e, por fim, até o mar! Pronto! "BQ" está descongelada! E majestosa – eis que ressurge das neves, a nossa "Phœnix", a nossa queridíssima, amada e eterna Barbacena! Nós amamos Barbacena. Barbacena nos ama.
Barbacena – ou "BQ", se preferem – EXISTE!
57-42, Padrão
NOSSA PASÁRGADA - OUTRA OPINIÃO
Sempre, a leitura dos artigos publicados no Con*dor. NOSSA PASÁRGADA é um exemplo de rara sensibilidade. Palavras repletas do mágico poder de nos transportar no tempo e no espaço, ao nosso mundo encantado que não se perdeu na poeira do tempo. Mas o que significa BQ? Será apenas uma coisa Bem Querida... um sentimento inexplicável que se eternizou no âmago do nosso ser, ou será mesmo apenas uma ficção? Também não sei explicar. BQ é tão indecifrável como o mistério da vida. Nós vivemos, sentimos, amamos mas não sabemos responder o que é BQ! Como todos os meus companheiros mais próximos sabem, há alguns anos milito no ensino superior. São turmas que se seguem, ano após ano. Multidão de ilustres desconhecidos que, após quatro anos de convivência diária, voltam a ser, em quase sua totalidade, ilustres desconhecidos. Já tentei dizer-lhes que PASÁRGADA existe, não é sonho nem fantasia, basta crer e sentir. Mas em vão. Talvez vivam sob os efeitos da ANOMIA de que fala o Fullmann no seu, também, excelente artigo. Às vezes, lamento-me por eles. Não terão outra chance. BQ não existe.
57-39, Élson
NOVA ESTRELA
A Turma Quase Perfeita tem mais estrelas do que aquelas que brilham nas platinas dos nossos dezoito oficiais generais. Pelo segundo ano, um bloco animado compareceu ao Clube Militar, sede da Lagoa, para assistir ao Festival de Música Popular Brasileira. Em 98, o Zé Nelson havia classificado a sua inspirada canção Miragem (não confundir com o supersônico Mirage), que foi aplaudidíssima, mas não obteve premiação. O nosso Zé Nelson, também, mereceria o prêmio de melhor intérprete, tal a emoção que transmitiu em cada verso da sua Miragem... Garfaram o nosso colega. Neste agosto de 1999, a Mais Que Perfeita veio reforçada, pronta para vingar-se das desatenções do ano anterior. Foi buscar em Belém, no Pará, a voz doce e bonita de Luciene Cardoso, que defendeu duas canções - "Cantata para Amanda" e "Sem Ressentimentos". O inspirado poeta José Nelson Monteiro Vieira concorreu com "Cobertor de Pivete" e "Não Deixe a Noite Dormir", a primeira defendida pelo Epaminondas, antigo integrante do ainda mais antigo Trio Nagô, um conjunto que fazia sucesso no tempo em que não havia pivetes. A segunda canção, o Zé fez questão de interpretar, até porque somente ele saberia colocar, na voz, a emoção que o poema pedia. Quem ainda não percebeu o porquê fique sabendo que a canção "Não Deixe a Noite Dormir" foi feita em homenagem aos companheiros da sua (dele e nossa) querida Turma Quase Perfeita, a de 1957. Pois, é. Como disse uma vez, cantando, o Martinho da Vila, ao ser também garfado por um ilustre júri, num desfile de Escolas de Samba: "Caramba, caramba, nem o Chico entendeu o enredo do meu samba...". Assim, também, o júri do Clube Militar não entendeu os versos da canção do nosso Zé. De nada adiantaram as vaias, os apupos e os tomates e ovos podres virtuais que o Luís Mauro lançou sobre os outros concorrentes. Em compen-sação, a Luciene levou o segundo lugar com "Amanda", o terceiro, com "Sem Ressentimentos" e ganhou o prêmio de melhor interprete, com a voz maravilhosa que Deus lhe deu. E que nova estrela é essa que apareceu na Mais Que Perfeita? É a Luciene Cardoso, filha do nosso violeiro Cardico com a sua queridíssima Lúcia. Viva a segunda geração da Quase Perfeita! Ah! Já íamos esquecendo.Corria, à boca pequena, que o nosso Zé Nelson teria dedicado à sua (dele) primeira turma, a de 1956, a pedido da amada esposa, Rosa - a Santa, aquela outra canção inscrita este ano, no festival. É um diplomata, um poeta e um marido apaixonado...
NÃO DEIXEM A PÁTRIA ACABAR.
Tarde de sete de setembro de 1999. Estou assistindo, pela TV, o desfile do 177° aniversário da Independência. Vejo desfilar, nas capitais de diversos Estados da União, grupamentos de militares e civis. Uma densa atmosfera de civismo envolve-me nesse momento. Todo cidadão consciente e responsável e o povo, em geral, precisam disso. Principalmente, nos momentos de crise. E como estamos, sempre, em crise... Manhã de sete de setembro de 1958. Para mim e para todos os companheiros da minha Turma Quase Perfeita, vivemos, naquela manhã, os nossos maiores momentos de emoção cívica, quando participamos, em BH, daquele verdadeiro banquete patriótico. O coração ia cadenciado pelo ritmo da nossa vibração comum e contagiante, própria dos anos dourados e da nossa juventude sonhadora e idealista. Naquele tempo, Nacionalismo fazia bem à saúde moral e física de todos nós, os brasileiros. Como aluno da EPCAR, "aspirante a cadete", "futuro piloto-de-provas", "guerreiro imaginário", eu e outros acreditávamos que a democracia e a liberdade do nosso povo eram e deveriam ser, sempre, garantidas pela Forças Armadas, que, para nós (e pensávamos que não só por nós), eram Forças Armadas e amadas. Deliro... Revivo, intensamente, aquele 7 de setembro de nossa juventude, há quarenta e um anos. Estamos desfilando na Avenida Amazonas, no centro de Belo Horizonte. Invadem a minha cabeça os versos da paródia do Cardoso: "...a nossa banda ia na frente / sem saber o que fazer / entrou a banda da polícia / e botou prá ferver..." O nosso "homem-base" era o Tomé. Tentávamos, desesperadamente, acertar o passo depois que deixamos de ser conduzidos pela cadência da nossa "furiosa" e entramos na cadência acelerada de banda da PM, postada em frente ao palanque das autoridades. Tanto treinamento, subindo e descendo as ladeiras de BQ, tantos berros do Capitão Dário, exigindo cadência, cobertura e alinhamento... tanto sacrifício desperdiçado pela cadência acelerada e doida daqueles meganhas caipiras. Pequenos dramas da juventude. A compensação foi o maravilhoso Baile da Independência, no Minas Tênis Clube. O que havia de melhor da tradicional família mineira estava lá - as graciosas moças, com seus vestido rodados, bem abaixo dos joelhos. Mary Quant e a mini-saia só viriam muito tempo depois, dando margem à reação resumida na frase: "ninguém levanta a saia da mulher mineira". Frase inútil para nós, simplesmente, Alunos da EPCAr - príncipes de baratéia, descidos dos céus; belos, altivos, garbosos e sem pecados. Sinto uma estranha lucidez: BH, baratéia, BQ, patriotismo, aonde estão?
57-258, Cubas
MAGAFO EXISTE
Há tempos, cientistas, fílósofos e, sobretudo, teólogos vêm tentando, inutilmente, provar a existência do Magafo, para quem ainda não sabe, o PT-MGF, o Cessna push-pull do Sucupira, 57-71. A Redação de O Con*dor obteve e publica, com exclusividade, a referida prova. Sabendo que o nosso companheiro 57-04, Luís Mauro iria a São Paulo, o Sucupira veio buscá-lo - vocês já adivinharam - com o Magafo! Comentou-se que o Luís Mauro teria ido a São Paulo fazer exames médicos. A verdade é que não agüentava mais a saudade que sentia dos companheiros paulistas. Exames médicos, só se foram por causa do susto que levou no pouso, em São Paulo. Calma! Não é nada disso. O nosso advogado-aviador não foi negligente e muito menos imperito no pouso. Simplesmente, cometeu a suprema imprudência de deixar o Luís Mauro pousar o Magafo. Ainda bem que todos vão pensar que foi o Sucupa, comentou o nosso Editor.
MEUS 60 ANOS
No dia 7 de abril, completei 60 anos de vida. Justamente naquele dia, a Organização Mundial de Saúde apresentava o tema do ano – envelhecer com saúde. Para a Organização das Nações Unidas, 1999 é o Ano Internacional do Idoso. No dizer do inesquecível Prof. Jorge Possa, alcancei idade provecta. Para os operadores de turismo, passei a integrar o grupo da "terceira idade jovem". Utilizando a linguagem popular, "estou velho". Animei-me a escrever alguma coisa sobre esta fase da vida, ao ler o artigo intitulado EM OBRAS, recentemente publicado em O CONDOR, no qual o autor compara a vida a uma casa em obras. Pensei estruturar uma biografia, em que iria valorizar todos os meus "feitos notáveis", sempre superando óbices e alcançando sucesso. Dei-me conta de que, assim organizando as idéias, acabaria querendo provar ser o máximo, uma espécie de "ser humano infalível". Então imaginei que poderia escrever minhas memórias, como todo mundo faz. Bastaria deixar os pensamentos fluírem... Resultado: nada que se pudesse classificar como obra publicável. Consegui, entretanto, reunir lembranças, desde a infância até os dias atuais, que gostaria de comentar. Ousaria começar afirmando que a proteção divina nunca me faltou. Nascido e criado em Santa Cruz, outrora Zona Rural do Distrito Federal, carrego no corpo um número apreciável de marcas das minhas aventuras (desastrosas) de menino da roça – 15 cicatrizes. Justifica-se minha fama de "o mais levado" entre nove irmãos. Vamos aos acidentes: com um ano e meio, levei uma enxadada na cabeça (nesse estava inocente); aos cinco, cortei a mão brincando com a navalha do meu pai; aos onze, fui mordido por um cão dinamarquês que reagiu a um chute acertado em local sensível; aos treze, bati numa cerca de arame farpado, correndo atrás de balão à noite; aos quatorze, jogando "pelada" na rua, cortei feio o calcanhar direito num caco de vidro (inúmeras marcas nas canelas, nem merecem registro); aos quinze, caí de uma mangueira cheia de limo, em dia de chuva, escorregando ao longo de um galho e do tronco e "aterrando de dorso", a cabeça distante, apenas, dois palmos de uma pedra rachão. Como adulto, acrescentei a esta curiosa estatística, apenas, um corte no queixo, resultante de futebol na praia e uma cicatriz na canela direita, conquistada num campeonato de futebol de salão, juntamente com uma medalha de bronze. O mais incrível foi sair de um acidente de automóvel sem nenhum arranhão. O estrago foi, somente, no bolso. De que me lembre, foi, talvez, a única "besteira" que fiz quando tenente: dirigir à noite, após uma festa junina, "ligeiramente sonado". Dormi ao volante, saí da estrada e bati numa árvore de raspão. O carro era robusto (um Aero Willys) e a árvore também, pois evitou uma capotagem na depressão do terreno, bem ao lado. Graças a Deus, fui salvo em todas as situações de perigo que enfrentei, até de dois assaltos (casualmente no Rio de Janeiro), sem nenhuma lesão que deixasse seqüelas. Mas a dádiva maior é ter saúde – do corpo, da mente e, por que não dizer, espiritual. Depois de narrar algumas experiências pessoais, gostaria de falar de forma coletiva, em nome dos integrantes deste privilegiado grupo de sexagenários (ou quase). Quando chegamos aos 60 anos, valorizamos mais a saúde, muitas vezes descuidada na longa caminhada, na busca de realizações, "sem tempo" para nós mesmos. Agora que o "papo" na roda de amigos, além de falar mal do Governo (o que se está tornando enfadonho nos últimos tempos), gira em torno de aposentadoria e de netinhos, vamos voltar àquele tema referido no início. O fato é que passamos a vida toda "em obras", como bem descreve a espirituosa mensagem. Em certos momentos, temos a sensação de que a desordem na "vida em obras" não terá fim, mas não chegamos a amargar as inúmeras oportunidades em que decidimos abandonar a comodidade do óbvio para buscarmos novos horizontes. Lembrança viva em nossas mentes foi o dia 7 de março de 1957, a chegada à Estação Ferroviária de Barbacena, o primeiro dia na Escola Preparatória de Cadetes-do-Ar. Lá chegávamos 172 jovens de todos os recantos de nossa terra, na sua grande maioria nascidos em 1940 (com 17 anos incompletos); um grupo expressivo, como eu, veio ao mundo em 1939; havia também meninos, com 14 e 15 anos. Sobre a nossa boa Turma de 1957, muito já se falou e dela ainda muito se falará. Muitos de seus integrantes já partiram desta vida terrena, alguns ainda jovens, e considerável número, na faixa dos 50 anos. É fato notório que grande incidência de óbitos dos homens ocorre entre 50 e 59 anos. Quem ultrapassar esta faixa etária e chegar aos 60, tem uma expectativa de vida de mais 20 anos. O assunto é sério, como tratado em reportagem do Correio Braziliense, transcrita, em parte, nesta edição. Mas o estilo de nosso jornalzinho nos permite uma brincadeira: quem nasceu em 1939, até a correspondente data de leitura deste artigo está "safo" por mais duas décadas. Os "jovenzinhos" da Turma que se cuidem. Saúde é o que lhes desejamos, de todo o coração (e de todos os órgãos, especialmente da próstata). Aqui chegamos, aqui estamos, realizados e felizes. Se mais não fizemos, faltou-nos oportunidade ou mesmo competência. Nunca nos faltou a proteção de Deus. É hora de melhor cuidarmos da saúde, de cultivar tranqüilidade, de revivermos velhas amizades. Jamais esqueceremos a participação dos companheiros nesta e em outras fases de nossa vida, de muito trabalho, de dificuldades momentâneas e de eventuais frustrações. Sempre presentes em nossa memória, as manifestações de amizade – atitudes obsequiosas, incentivos à luta cotidiana e palavras de conforto em momentos difíceis. A todos os amigos, eternamente gratos pela convivência fraterna e, especialmente, por nos aceitarem como somos,
Saúde!
57-40, João Carlos
VELHO SIM, MAS COM MUITA ENERGIA
Este é o título do artigo publicado no Correio Braziliense, de 1º de agosto de 1999, do jornalista João Pitella Jr, que o João Carlos comentou na Matéria ao lado. Livros, pesquisas e a experiência dos geriatras derrubam, de vez, os mitos mais comuns sobre as pessoas idosas. Na reportagem, o autor comenta o livro Envelhecendo com Sucesso, do médico John W. Rowe, em parceria com o psicólogo Robert L. Kahn, lançado nos Estados Unidos, pela Editora Phanteon. "Não existe nada mais ultrapassado do que ter medo da velhice. A ciência está, cada vez mais, tornando caduca a idéia de que a chegada à terceira idade significa o fim da saúde, do potencial de aprender e do trabalho. O estereótipo do velhinho fraco, doente, passivo, solitário e infeliz é coisa de museu". Também são citadas palavras do Dr. Marcos Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Seção Distrito Federal, não totalmente otimista quanto às chances de uma velhice saudável no Brasil: "Hoje, quem chegar aos 60 anos pode esperar viver mais 20. O nosso problema é a questão social. Os planos de saúde estão cada vez mais caros e os proventos dos aposentados são insuficientes para comprar remédios". Segundo a reportagem, atualmente, o Brasil tem nove milhões de habitantes com mais de 65 anos. Em 2020, haverá 58 idosos para cada 100 jovens com menos de 15 anos (em 1995, essa proporção era de apenas 24 para 100). "A receita para garantir a saúde desses velhinhos do século XXI deve ser cumprida, à risca, desde já: alegria de viver, alimentação leve, distância do álcool e da nicotina e combate ao sedentarismo". São, por fim, listados os seguintes "MITOS DO ENVELHECIMENTO: Mito 1 -Ser velho é ser doente. Fato - Essa teoria está perdendo força. Diversos estudos e pesquisas mostram que há mais chances de envelhecer com saúde do que sem ela. Também vem caindo, cada vez mais, o número de pessoas que são obrigadas a passar a velhice em asilos. Mito 2 - Não se aprende mais depois de velho. Fato - Quanto mais as pessoas são intelectualmente estimuladas, mais elas produzem. As pesquisas mostram que os velhos podem aprender. O ritmo de aprendizado é mais lento, mas isso pode ser compensado com uma atitude positiva diante da vida e autoconfiança. Mito 3 - Não há como recuperar o leite derramado. Fato- Mesmo quem teve, durante boa parte da vida, hábitos nocivos como o tabagismo e o alcoolismo pode recuperar a saúde. As pesquisas mostram que o risco de doença do coração começa a diminuir imediatamente depois de se abandonar o cigarro. O mesmo acontece quando se muda o peso. Mito 4 - Quem teve pais doentes não vai ser saudável na velhice. Fato - O papel da genética é importante, mas vem sendo tremendamente superestimado. Com raras exceções, só 30% do envelhecimento físico pode ser atribuído aos fatores genéticos. O ambiente e o estilo de vida influenciam muito mais na saúde. Mito 5 - A lanterna está acesa, mas a pilha está fraca. Fato - Costuma-se pensar que o envelhecimento é o fim da vida sexual. Mas, na verdade, o que acaba levando a isso são fatores como a perda do parceiro e os preconceitos da sociedade. O fator cronológico não é o mais importante. Mito 6 - Os idosos são um fardo para a sociedade, pois não trabalham. Fato - Mesmo depois de aposentadas, muitas pessoas continuam sendo extremamente úteis em atividades não-remuneradas, como o trabalho voluntário em hospitais e instituições filantrópicas. E algumas poderiam perfeitamente continuar em seus antigos empregos, mesmo depois de atingirem idades avançadas."
Ônibus - Preço: R$ 50,00 (cinqüenta réis) por pessoa. AUTORIDADES I
O nosso querido companheiro 58-258, Reginaldo dos Santos, hoje, Maj.-Brig.-do-Ar, Chefe do Estado-Maior do Departamento Geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Comando da Aeronáutica e um dos melhores cientista brasileiros, reconhecido, tanto no meio militar, como no civil, foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Engenharia. A Sessão Solene de posse foi no Anfiteatro do Instituto Histórico e Cultural da Aeronáutica. O comparecimento dos companheiros da Turma foi maciço. Reginaldo, seus orgulhosos amigos da Turma Quase Perfeita desejam-lhe saúde, felicidade e realizações, cada vez mais, crescentes.
AUTORIDADES II
Também, o Brig. Edison Martins, o nosso companheiro 57-34, está brilhando. Ele é candidato a uma das Vice-Presidências da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra na Chapa Segurança e Desenvolvimento. O candidato a Presidente é o renomado cardiolologista, Dr. Moacir Elias, e os outros dois candidatos a Vice-Presidente, o Alte. Tasso Vazques de Aquino e o Gen. Gualter Veras Junior, ambos Oficiais-Generais brilhantes e muito respeitados nos meios militar e político brasileiros. É isso aí, companheiros Esguianos da Turma Quase Perfeita. Vamos apoiar a chapa Segurança e Desenvolvimento. Não apenas, politicamente, mas, sobretudo, ajudando os seus integrantes a planejar o próximo período administrativo da ADESG. Quem quiser cooperar poderá comparecer às reuniões que ocorrem todas as quartas-feiras, às 15 horas, no auditório do 7° andar da sede social do Clube Miliar, na Av. Rio Branco, na esquina com a Rua Santa Luzia.
REUNIÃO PAULISTA
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Respeitando a tradição paulistas de ir ao aeroporto sem ter de viajar, um grupo de integrantes da "quase perfeita" reuniu-se, no dia 11 de agosto, no restaurante do aeroporto de Congonhas para, com um almoço, festejar a passagem do Almir Belém-Bem-Bem, pela Cidade. Além do homenageado, compareceram o Sucupira, o Bloise, o Manoel Carlos, o Brival, o Gonçalves e o Chagas. Aliás, a Aeronáutica, em São Paulo, está nas mãos da Turma, pois, além do Comandante do IV COMAR ser o Manoel Carlos, os Superintendentes dos Aeroportos de Guarulhos e de Congonhas são, respectivamente, o Brival e o Chagas. Àqueles, cujo poder aquisitivo permita viajar de avião, está garantido tratamento VIP em São Paulo. Na foto, a alegria do encontro, antes da chegada da conta.
PRÓXIMA REUNIÃO EM SAMPA
À nossa reunião do dia 21 de setembro (3a terça-feira) compareceram mais de 50 companheiros. Alguns não víamos há muito tempo, como o 57-70, Andrade, que, logo, se enturmou, como se fosse o mais assíduo dos freqüentadores. Foi uma reunião maravilhosa que teve, ainda, a presença do 57-12, Manoel Carlos e do 57-71, Sucupira, vindos de São Paulo, especificamente, para confortar os residentes no Rio de Janeiro, pela perda irreparável do nosso estimado amigo, o 59-354, Guedes. Aproveitaram, também, a oportunidade para nos convidar para nova visita à Capital Paulista. O convite foi, prontamente, aceito e ficou acertado o fim de semana de 15 a 17 de setembro. Entre as facilidades, haverá ônibus, para o transporte Rio/São Paulo/Rio e entre o hotel e os locais dos eventos, a um custo de R$ 50,00 (cinqüenta réis) por pessoa. O hotel será o mesmo em que ficamos, quando da primeira visita a São Paulo, o Hotel Linson. A diária será de R$ 50,00 (cinqüenta réis), também por pessoa. A Representação da Turma expedirá correspondência com informações completas e programação, o mais brevemente possível. As adesões poderão ser feitas com o 57-55, Amorim, pelo telefone (0XX21) 771-7522. Até o presente momento, 25 companheiros já aderiram ao encontro, o que sugere que, mais uma vez, o nosso evento será um sucesso. Companheiros de outras localidades que queiram comparecer são particularmente bem vindos e poderão, também, entrar em contato com o Amorim, para coordenação e uso das facilidades.
Facilidades
PartidaDia: 15 Out 99; Hora: 12 h; Local: DARJ. Regresso:
Dia: 17 Out 99; Hora: 15 h; Local: Hotel. Hotel : Linson – Diária : R$ 50,00 (cinqüenta réis) por pessoa.
Contato: Amorim, (0XX21) 771-7522
NOVO TESOUREIRO
Em substituição ao saudoso Eny da Silva Guedes, assume o querido Edson Campos dos Reis.
Conta da Turma:
Banco Real (275)
Agência: 0838-9
C/C: 7729701-0,
José Nelson Monteiro Vieira e/ou
Edson Campos dos Reis.
NOSSA REDAÇÃO
O Con*dor é uma publicação sem fins lucrativos, destinada à divulgação de assuntos de interesse da Turma 57-BQ/Aspirantes 62, a Turma Quase Perfeita. Está, porém, aberto a companheiros de outras turmas que, com ele, queiram colaborar. É editado, bimestralmente, sob a responsabilidade da Representação da Turma.
Coordenação Geral: Al. 57-40, João Carlos
Editores: Al. 57-04, Luís Mauro
Al. 57-15, Neves
Redação:(21) 247-6385
E-mail: o.con-dor@uol.com.br
Home-page: 57bq.cjb.net
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