QUADRO DE RECADOS, AVISOS ETC.
Esta página está à disposição de todos os componentes da Turma para transmitir quaisquer comunicados que queiram fazer aos colegas. Os recados estão em ordem inversa de chegada, os mais novos mais em cima. Os textos para publicação deverão ser enviados por email, com figuras anexadas, sempre que necessário. Vamos utilizar este espaço, gente.
Data: 18/07/99
De Neves (57-15)
Para: Todos
Assunto: Quadro de Recados...Cada vez mais me emociono com esta Turma. Este espaço é ótimo para recolher matéria para o Con*dor. Precisamos agitar mais estas mensagens. Abraços a todos.
Neves
Data: 18/05/99
De Luzardo (57-86)
Para: Nicolau (57-19)
Assunto: Viagem...Ei cara, qual a sua... essa me pegou de surpresa...você heim, parte assim sem dizer um adeusinho... vai sem se despedir... até parece que você esqueceu dos nossos compromissos... e agora... como ficamos...lembra daquela nossa saída em BQ... tudo começou lá no Tonys ... bons tempos... que noitada... como nos divertimos... e na volta, a nossa discussão para pagar o taxi... e quem terminou pagando aquela corrida fui eu... você ficou (se comprometeu...) de pagar a próxima... já fica acertado, quando eu for lhe encontrar, você fica me aguardando na portaria e paga a "corrida"... assim ficaremos quites e prontos para uma outra saidinha aí no "Céu" ... vamos a uma bela festança (vamos ver se aquela história de que anjo não tem sexo é verdadeira... tomara que tenha...) e na volta vamos entrar sorrateiramente para dar um golpe no "Santo de Dia", e espero que não seja São Pedro... Ah, já ia esquecendo... cuidado com as "marolas", porque como você é ruim de pegar ondas (jacaré), pode quebrar, novamente, outro braço por aí... "Elemento", então fica tudo acertado... na minha viagem até aí você me espera na portaria .. paga o taxi... não esqueça de reservar um bom apartamento... e me ajude a carregar as malas... Caro amigo... saudades... um forte abraço e até o reencontro...
Luzardo
Data: 18/05/99
De Brasil (57-18)
Para: Luzardo (57-86)
Assunto: A viagem do NicolauLuzardo amigo, ontem li para a mulher do Nicolau o texto que você deixou no Livro de Visitas e que está reproduzido aí em cima. Choramos juntos enquanto eu lia, da mesma forma que agora estou com os olhos cheios de água.
É interessante a vida, Luzardo... O Nicolau foi quem me acolheu, em sua casa aqui no Rio, e quem me deu a sua família de presente quando eu era "bicho" em Barbacena. Ficou com pena de mim pois, como "laranjeira", eu não podia ir para casa nos licenciamentos. Além de morar longe eu era, como todos, muito duro, não dando para ir em casa, a não ser nas férias do final do ano. Para você ver, eu gostava de Hollywood, mas meu dinheiro só dava para fumar Mistura Fina. Sua família, assim como ele, foram a minha referência na idade pré-adulta. Criado no sul, em uma família onde carinho significava apenas boas escolas, nunca tinha visto um pai beijar o filho adolescente, nem esse filho sentar-se no colo da mãe, nem sobrinho menino chamar tio adulto de você, nem homens a se abraçar e dar palmadinhas no rosto um do outro. Aquela gente do Pará fazia isso... Foi uma mudança muito drástica. Passei a ver que existia uma outra sociedade, muito mais gostosa, onde as pessoas se tocavam, eram fraternas. Hoje isso parece simples para mim, mas foi um aprendizado, uma mudança interna bastante complicada.
Para você entender melhor, nasci em Porto Alegre. O sul do Brasil foi colonizado, apenas, muito depois do descobrimento. Porto Alegre, por exemplo, foi fundada há cerca de dois séculos e meio. Novinha, novinha... Não havendo agricultura, não havia escravos, pois basta um homem e um cavalo para se tomar conta de três mil reses. Para lá foram italianos, alemães, açorianos etc. Todos europeus. Isso se refletiu no jeito de ser e na aparência daquela gente de lá. São, ainda, muito branquelos. Minha cidade não era passagem para lugar nenhum. Os polos de atração dos povos do nosso norte são Rio de Janeiro e São Paulo. Só ia ao Rio Grande do Sul quem tinha de ir, diferente do que acontece aqui pelo Rio, onde se vê gente saindo do nordeste para ganhar a vida em São Paulo e que acabam ficando por aqui. O clima frio de lá nunca favoreceu a imigração interna. Nos anos 40, até quase 70, não chegava ninguém de fora. Além da falta de atrativos e do frio, o transporte era feito por trem ou navio, pois as estradas para lá eram, em muitos trechos, ainda de terra. Não havia televisão, os meios de comunicação de massa eram precários. Tudo isso fez com que nós, isolados, ficássemos um pouco diferente das pessoas dos outros estados mais ao norte. Para você ver, eu, até meus 16 anos, nunca tinha conhecido um paraense, amazonense, rio grandense do norte, maranhense etc. Assim, Luzardo, fiquei encantado com o modo de ser daquela gente paraense do Nicolau, todos muito alegres, amigos e descomplicados.
Passaram-se muitos anos, e a vida nos fez tomar rumos diferentes. Voltei a ver o Nicolau nas nossas reuniões da Quase Perfeita. Eu nem sabia que elas existiam. Foi o Vieira, 57-11, quem me avisou delas. Lá estava o 19, a mesma cara... Comparado com a maioria de gordos, grisalhos, carecas e barrigudos, parecia até que o danadinho tinha feito plástica. O mesmo comportamento afável e amistoso. A mesma voz grave e bonita. Os quarenta anos de separação não me impediram de vê-lo, de novo, como o mesmo menino que, na EPCAr, teve de se esconder daquele soldado da PM que andava à sua procura. Lembra-se? O "meganha" ia na Escola e perguntava pelo aluno que tinha uma pinta no rosto. A gente dizia que não conhecia ninguém assim. O Elemento, consciência muito culpada, ficou muitos meses sem sair à cidade, cheio de medo do marido furioso... Não digo que eu passasse o meu tempo com saudades do Nicolau. Todos os meus colegas são sempre presentes, como um braço ou mão. Fazem parte de mim. A dor vem quando perdemos esses pedaços da gente. Mas a perda desse irmão me doeu muito. Ele foi uma peça importante na minha formação como homem, mudando-me com seu exemplo e com o que aprendi na casa do velho (?) Arlindo Nicolau João, onde fui acolhido como filho e irmão. Sei que o Nicolau, com seu ar de gentleman, aliado ao de homem simples, fará muita falta para todos nós, seus amigos, e também para a sua família. Mas também sei que será muito bom chegar lá no Céu, também de táxi, assim como você, Luzardo, e dizer ao Aroldo:
- Ô Elemento, avisa aí ao Arlindo e à Coroa que eu vim morar com vocês de novo! E desta vez é para sempre!
Brasil
Data: 17/02/99
De 57-12 Manoel Carlos
Para: TodosEstou enviando algumas fotos para um futuro álbum da Turma. Quem puder se identifique. Aproveito também para enviar uma minha, a que foi a usada na revista Esquadrilha da nossa Turma.
Um abraço,
Manoel Carlos Pereira ( 57-12 )
Um recado para o Magrinelli: Ainda vou comentar o caso citado por você aí em baixo (Recado de 14/01/99) que, se fosse um filme, poderia se chamar "Eu, Você, Ela e o Filho com dor de dente".
Recado do Brasil para os leitores: As fotos que vem a seguir podem demorar um pouco para abrir. Tenham paciência! Aproveitem o tempo e vão olhando o resto dos Recados.
1962 - Terceiro Ano da Escola de Aeronáutica - minha foto num T-6.
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Foi a foto que saiu na Revista Esquadrilha ao término do curso.
1959 - Terceiro Ano da EPCAr - Eu, o Neves e o Raposo num T-21 Fokker.
Estávamos iniciando nossa atividade aérea.
1982 - Reunião da Turma nos Afonsos
comemorando os 25 de entrada na EPCAr.
1962 - Um grupo da nossa turma, juntado ao acaso, em torno de um T-6.
1957- Formatura no Pátio da Bandeira da EPCAr
1957- Nosso primeiro desfile de 7 de Setembro em Barbacena
1960- Formatura no dia 10 de julho na Escola de Aeronáutica:
recebimento do espadim .
Data: 10/02/99
De 57-12 Manoel Carlos
Para: Luís MauroMeu caro Luís Mauro,
A sua última passagem por Brasília, que resultou em um muito agradável encontro de alguns dos integrantes da turma que vivem por aqui, talvez tenha sido a origem de uma benvinda tradição: a reunião dos "quase perfeitos" do planalto central com um "quase perfeito" que esteja de passagem. No dia 03 de fevereiro, nos reunimos em torno do Schneider, ex-paulista e atual gaúcho. O bar foi o mesmo: Carpe Diem. O horário se estendeu um pouco mais: 2 da manhã. A convocação, embora não extensiva a todos por falha de organização, foi ampliada, resultando na presença do homenageado e mais o Raposo, o Luís Ribeiro, o Asvolinsque, o Brival, o Rego, o José Euclides, o Valmir e eu.
A despeito do esforço do José Euclides no sentido de manter o papo em um elevado nível, foi inevitavél passarmos todos por um processo de regressão, voltarmos a Barbacena e, a despeito dos cabelos brancos, nos reencontrarmos com o comportamento, os valores e as estórias da nossa saudosa adolescência. Acho que o que estamos, ainda, ensaiando, por aqui, poderá ter aplicação em outros lugares que, diferentemente do Rio, não tem uma densidade de "quase perfeitos" que torne viáveis reuniões sistemáticas do tipo em um dia a cada mês.
Agora um pedido: seria possível incluir, no próximo Condor, alguma nota sobre a nossa reunião?Um forte abraço,
Manoel Carlos Pereira / 57-12
Data: 10/02/99
De 57-59 Magrinelli
Para: TodosAgradeço ao Duncan a gentileza das informações que me remeteu acerca do "Jonvaine das Gerais" (Tirso). Ocorre que os meus assistentes aqui conseguiram perder a mansagem. Assim, gostaria que o Duncan, por gentileza, repetisse as informações que me remeteu, e se possível, me desse mais elementos para poder mandar uma mensagem ao Tirso. Ele é uma das mais gratas recordações que eu tenho de BQ. Era o meu "ídalo", como diria aquele jogador de futebol que, em uma entrevista à TV, agradeceu "À Brahma pela caixa de Antartica que me mandour".
Já que estou nessa droga de computador vou contar mais uma história ( ou estória?). Espero não estar enchendo o saco de ninguém. Afinal, como o Maneca e o Brasil sabem, uma das minhas especialidades era colaborar para esvazir os "mesmos" dos meus amigos. Apenas colaborar, pô, nada do tipo de coisas que "alguém" gostava de fazer com o "Rosquinha" ( Não é Seixas?. Desculpe, é só provocacao amigável).
Pôs (como dizemos aqui no Sul), foi feito um torneio interno de futebol entre as equipes dos gaúchos, paulistas, cariocas e "paus de arara" de uma maneira geral. O "treinador" (bota treinador nisso) dos gaúchos era o Argemi, vulgarmente conhecido como "PEDRA". Ele era turma de 56 e aluno do segundo ano (veterano, portanto). Hoje é corretor de imóveis, muito bem sucedido e meu vizinho aqui em Ipanema (PAlegre). Pôs o Argemi não nos falou nada antes do início do jogo, de formas que entramos sem pai e nem mãe e, ao que eu me lembro, o único que jogava alguma coisa ( e bota muita coisa nisso, foi profissional até na Europa) era o Travassos (Raul Eduardo Travassos Tagliari - Aluno 57-93}, atualmente dentista e psicólogo e, ainda mais atualmente, treinador ou preparador físico de uma equipe em Bahrein, lá no Oriente Médio. Nem a esposa dele sabe direito onde fica. Pôs me parece que o nosso goleiro era o Brasil (não tenho certeza) e tenho quase certeza que o goleiro dos "cariocas" era o nosso querido Amorim, com todas as suas banhinhas e malandragens ã mostra. Mas entramos em campo, aquele monte de "pata duras", especialmente eu e o Ungaretti, e começou a peleja. Graças ao Travassos o primeiro tempo acabou em "0x0" e fomos, loucos de cansados, para o vestiário. Aí o Argemi nos apresentou o desenho de um esquema de jogo. Basicamente, se quem estava na ponta pegava a bola ( e conseguia mantê-la, o que era difícil paca), deveria despachar a mesma para o centro do gramado, onde os mais habilitados estariam ou deveriam estar, à espera. Pôs não é que a infeliz da bola conseguiu me achar? E eu, louco para me ver livre dela, centrei direto. O Amorim (confirma Amorim?) pulou nos meus pés e eu, já livre (graças a Deus), da droga da bola, tive que dar um pulo quase circense para não machucar o goleiro carioca. O que, pasmem, consegui. E o Travassos fez um golaço. Resultado, se não me falha a memória, 1x0 para os gaúchos que, se também nao me falha a memória ( e deve falhar), ganharam o torneio.
Uma das coisas de que não me esqueço é que não havia travessoes. Ao que alguém me disse, o campo de futebol não podia ter travessoes por causa das rasantes do Tirso. Assim, as goleiras - e disso estou certo - eram dois dardos fincados no chão. Com isso, não tinha essa de bola por cima. Passou na direção do golo era "goal". E estamos conversados. Se alguém lembra mais alguma coisa do "torneio", ainda que seja para me desmentir (ou avivar minha memória), pode "mandar ver".
Um abraçao a todos.
Magrinelli
PS- Para quem não sabe, meu filho, Ten Marcelo Magrinelli, se formou com o primeiro lugar em todos os cursos da Academia da Força Aérea. Dou como prova a presença do Wilson Luiz Ribeiro (que viagem aquela nossa de B-25 Rio/Poa, hein Ribeiro?)
Data: 28/01/99
De 57-59 Magrinelli
Para: TodosNuma noite triste e chuvosa de Barbacena, em abril (ou seria maio?) de 1958, todos os excluídos em função do "affair" Krizanoski estavámos na Estação Ferroviária. Entre outros, o Mariozinho (57-31), o Carvalho Filho (57-33), o Francalacci (57-133) e talvez mais algum "bandido", na opinião do Oficial do Dia. Nossa ordem era pegar o trem noturno para o Rio e, caso estivéssemos na cidade no dia seguinte, seríamos entregues à Polícia Civil, no dizer do O.D., com certeza na condição de menores delinquentes, já que ninguém ainda tinha feito 18 anos.
Todos iam ficar no Rio de Janeiro, exceto eu, que devia vir a Porto Alegre, de trem, com todas as escalas possíveis e imagináveis à época. A viagem duraria pelo menos dez dias, e eu não tinha dinheiro algum para pagar uma única refeição. O Mariozinho e o Carvalho Filho se dispuseram a me hospedar nos dias de intervalo entre a chegada ao Rio e a partida do trem para Porto Alegre, dias que, é óbvio, não eram coincidentes. Portanto, até o Rio tudo O.K. Depois, nem Deus sabia.
Assim, estava a pensar no assunto quando chegou um colega , que fez VI e me entregou um monte de notinhas amassadas, dizendo:
- "Magrinelli, a turma arrecadou isso para te ajudar nas despesas de viagem. Eu tenho que voltar logo para não ser torrado. Tchau".Não consigo lembrar quem foi o amigo. Acho que foi um paulista, mas não tenho certeza. Por favor, se alguém souber quem foi, me avise porque eu sou eternamente grato àquele cara em especial e a toda a Turma em geral. Não tenho nem idéia do que me teria ocorrido se não tivesse recebido aquela ajuda e se não tivesse sido amparado pelas maravilhosas mães do Mariozinho e do Carvalho Filho, bem como todos os familiares desse último. Devo até hoje uma saco de fazenda que o Fullmann me emprestou para poder trazer todas as minhas bugigangas, souvenirs que minha mãe queimou em sua maior parte, logo que cheguei a Porto Alegre.
Ficam portanto os seguintes registros, que quero fazer públicos:
1. Quem foi o amigo que me levou aquela grana tao necessária, correndo tanto risco, principalmente porque ia encontrar um bando de "perigosos celerados"?Um grande abraço a todos . Aguardo informações neste mesmo Quadro de Recados.
2. Meus eternos agradecimentos a toda a família do Mariozinho e do Carvalho Filho, especialmente às suas maravilhosas progenitoras;
3. Meus profundos agradecimentos a todos aqueles que colaboraram na "caixinha";
4. Fullmann: o que posso fazer para lhe indenizar o saco de roupas que você me emprestou? Se precisar de um contador, perito judicial, auditor independente, especialista em racionalização de procedimentos administrativos etc. etc., com 35 anos de experiencia, é só falar.
Magrinelli
E.T. - Alguém sabe notícias do John Wayne das Gerais, o querido Tenente Tirso? Nunca mais ouvi falar daquele sujeito tão especial.
Data: 28/01/99
De 57-18 Brasil
Para: 57-59 MagrinelliPrezado amigo e irmãozinho Magrinelii.
Foi com muita emoção que li seu recado, aí acima. Ao lê-lo, meus pensamentos voaram para BQ nas asas do tempo e pude ver e sentir a dor e a angústia de vocês, assim como a maldade de um oficial que não se comportou nem como militar nem como homem. Confesso que meus olhos ficaram bem molhados com a visão dos meninos assustados enfrentando, pela primeira vez na vida, tempestades que mudariam os rumos de suas vidas.
O teor de seu texto me fez muito bem, apesar de dolorido. Fez bem porque, mais uma vez, constatei a solidariedade de nossa gente. Lembrei-me da "vaquinha", episódio que faz parte do lixo atômico de meu cérebro, recordação dolorida que não desapareceu. Bastou você falar e ela estava ali... Constatei, ainda, amigo Magrinelli, que você é uma pessoa muito ética. Orgulho-me muito de haver compartilhado muitos e bons momentos na sua companhia.
Você perguntou pelo Tirso. A última vez que o vi estávamos compartilhando um "cruzeiro" no navio Princesa Leopoldina, do Lóide, ancorado junto à Ilha de Villegaignon, no outono de 64. Talvez o Duncan saiba algo dele.
Um abraço saudoso.Data: 14/01/99
De 57-59 Magrinelli
Para: 57-18 Brasil e 57-12 Manoel CarlosA Viúva mandou dizer que não me pagou minha comissão de agenciamento porque vocês dois não cumpriram o compromisso financeiro assumido com ela. Tentei receber em "serviços" mas ela não topou porque eu não tinha grana para pagar a diferença. Assim, espero que os prezados amigos cumpram com sua parte para que eu possa receber o meu. Afinal de contas, o "cabo" quase me deu porrada quando me encontrou na cidade. Além disso, subir aquela lomba toda, de saco "cheio" enquanto vocês estavam com os próprios vazios foi, para dizer pouco, uma baita sacanagem. Aguardo notícias para mandar o número da conta corrente da Viúva e informar o valor devido, corrigido na base do US$ paralelo.
Data: 14/01/99
De 57-18 Brasil
Para: 57-59 MagrinelliQuerido Amigo,
De minha parte não fico zangado contigo pela cobrança. Ela é muito justo. O ruim é que o dólar subiu hoje, conseqüência das inconseqüências que estão ocorrendo, e isso me apertou um pouco. Faço uma proposta conciliatória: que tal a gente esquecer o pagamento da Viúva e pagar apenas a tua comissão? Acho que a Viuva pode te dar o calote, Magrinelli. Você sabe que ela não quis fazer negócios com você no passado e não é agora que isso vai acontecer. Em todo o caso, se ela vier a nos cobrar, a gente pede um parcelamento, pede o abatimento da tua comissão e a dispensa da correção monetária. Que achas?Data: 23/03/98
De 57-18 Brasil
Para TodosSeria interessante termos algumas fotografias de 57 e 58, quando estávamos no auge da vibração. Essa que se segue, mostrando um garboso bequeano, quem tirou de mim foi o Tenguan, no T-6 sediado no campo de aviação de BQ, em 1958. O casaco de couro pegamos emprestado. O fone de ouvido estava dentro do avião. Essa foto fez sucesso com a namorada...
Eu NÃO tinha barriga e AINDA tinha toda a cabeleira preservada. Hoje trocou: tenho uma barriguinha simpática e não tenho mais cabelos. Em outro dia porei uma foto de "procurado" atualizada. Data: 09/03/98
De 58-271 Lailo
Para 57-18 BrasilRecebi mensagem do Archimedes me cobrando o prometido: um "retrato" dele feito por mim nos Afonsos. Tenho cerca de 13 desenhos de colegas, todos daquele tempo. Inclusive o Ivan Pereira tem o dele que ele guardou esse tempo todo com o maior carinho.
Pois bem, o Archimedes me sugeriu colocar esses desenhos na página da Turma. Você com a palavra. Segue um desses desenhos. É dose dupla: Gatti e o ex-governador de Fernando de Noronha.Um abraço do Lailo.
Data: 09/03/98
De 57-18 Brasil
Para TodosAí acima está o trabalho do nosso talentoso jovem. Mande mais, Lailo.
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